
Ruy Ferraz Fontes
Reprodução
Resumo
Operação policial prendeu três homens suspeitos de serem mandantes do assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes em ações realizadas em Jundiaí, Mongaguá e São Paulo, como parte da segunda fase da investigação sobre o caso.
A investigação aponta vingança do Primeiro Comando da Capital (PCC) contra Fontes, que atuava no combate ao crime organizado e havia liderado ações importantes contra a facção criminosa.
Prisões de Fernando Alberto Ribeiro Teixeira ("Azul" ou "Careca"), Marcio Serapião de Oliveira ("Velhote") e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira ("Manezinho") foram efetuadas sob suspeita de participação no planejamento, apoio logístico e auxílio à fuga dos executores do crime ocorrido em setembro de 2025.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa prendeu, nesta terça-feira (13), três homens suspeitos de serem os mandantes do assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes. As prisões, realizadas em uma operação conjunta, ocorreram em Jundiaí, Mongaguá e na capital paulista.
A principal linha de investigação aponta para uma vingança do Primeiro Comando da Capital (PCC) contra a atuação de Fontes no combate ao crime organizado.
O crime, que teve características de execução, aconteceu em setembro do ano passado, na Praia Grande, no litoral de São Paulo.
A ação foi realizada na segunda fase da investigação sobre a morte do ex-delegado e mobilizou agentes do DHPP, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Deinter 6. Foram presos Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como "Azul" ou "Careca"; Marcio Serapião de Oliveira, o "Velhote"; e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, apelidado de "Manezinho".
"Azul" é apontado como um dos líderes do PCC e um dos articuladores do atentado. A investigação sugere que ele participou do planejamento e da coordenação da execução. "Velhote" é investigado por fornecer apoio estratégico e logístico, enquanto "Manezinho" teria atuado no auxílio à fuga dos executores e no monitoramento do ex-delegado.
Ruy Ferraz Fontes foi assassinado no dia 15 de setembro de 2025, em uma emboscada na Praia Grande, onde atuava como secretário de Administração. O ex-delegado foi perseguido e teve o carro alvejado por mais de 20 disparos de fuzil, capotando em seguida.
Fontes era considerado um dos principais nomes da polícia paulista no combate ao PCC, tendo liderado o indiciamento de toda a cúpula da facção em 2006. Entre 2019 e 2022, como delegado-geral, foi responsável pela transferência de lideranças do grupo para presídios federais, incluindo "Azul", um dos presos nesta terça-feira.
Os três suspeitos foram detidos com mandados de prisão temporária. A Polícia Civil deve aprofundar as investigações para esclarecer a participação de cada um e identificar outros possíveis envolvidos no crime.
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