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Por unanimidade, STF confirma perda de mandato de Carla Zambelli

Decisão do ministro Alexandre de Moraes, que anulou votação da Câmara dos Deputados, foi validada pela Primeira Turma da Corte.

Da redação
DA REDAÇÃO

12/12/2025 • 16:47 • Atualizado em 12/12/2025 • 16:47

Carla Zambelli

Carla Zambelli

Marcos Oliveira/Agência Senado

Resumo

A decisão do Supremo Tribunal Federal determinou, por unanimidade, a perda imediata do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP) , anulando deliberação anterior da Câmara dos Deputados e ordenando a posse do suplente em até 48 horas.

Condenação da parlamentar ocorreu em maio de 2025, com pena de 10 anos de prisão em regime fechado, devido à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, onde Zambelli orientou o hacker Walter Delgatti Neto a inserir documentos falsos contra o ministro Alexandre de Moraes.

Reações do Congresso mostraram divergências, com Lindbergh Farias (PT) classificando a decisão do STF como vitória do Estado de Direito, enquanto Marcel Van Hattem (Novo-RS) defendeu enfrentamento da Câmara à determinação judicial, e defesa de Zambelli alegando fragilidade das provas e depoimentos contraditórios.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decretou, por unanimidade, a perda imediata do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A medida anula uma deliberação Câmara dos Deputados, que havia rejeitado a cassação da parlamentar.

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Na última quinta (11), o ministro Alexandre de Moraes determinou ainda que o presidente da Câmara, Hugo Mota (Republicanos-PB), dê posse ao suplente em até 48 horas. Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em sua decisão, o magistrado argumentou que a deliberação da Câmara desrespeitou os princípios da legalidade e moralidade, configurando "flagrante desvio de finalidade".

Segundo Moraes, em casos de condenação criminal com trânsito em julgado e pena em regime fechado, a perda do mandato é uma consequência automática, cabendo à Casa Legislativa apenas o ato de declarar a vacância do cargo, e não deliberar sobre o mérito.

Condenação e contexto

Carla Zambelli foi condenada em maio de 2025, pela Primeira Turma do STF, a 10 anos de prisão em regime fechado no processo sobre a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República, a parlamentar orientou o hacker Walter Delgatti Neto a invadir o sistema e inserir documentos falsos, incluindo um mandado de prisão contra o próprio ministro Alexandre de Moraes, com o objetivo de desacreditar o Poder Judiciário.

Após a condenação se tornar definitiva, sem possibilidade de novos recursos, Zambelli viajou para a Itália, onde possui cidadania e se encontra detida aguardando uma decisão sobre seu processo de extradição. A defesa da deputada alega que as provas são frágeis e baseadas em depoimentos contraditórios de Delgatti.

A decisão do Supremo gerou reações distintas no Congresso. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, que havia acionado o STF, considerou a medida uma "vitória do Estado de Direito". Por outro lado, o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) defendeu que a Câmara deveria “confrontar” a decisão de Moraes.

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