
Bolsonaro vai receber visitas dos filhos Flávio e Carlos na cadeia
Adriano Machado/Reuters
Resumo
Prisão preventiva de Jair Bolsonaro foi mantida por unanimidade pela Primeira Turma do STF após tentativa de violação de tornozeleira eletrônica e alegações de risco de fuga, com decisão fundamentada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Visitas de familiares foram autorizadas por Moraes, incluindo os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan, além da ex-primeira-dama Michelle, que já esteve na carceragem da Polícia Federal em Brasília.
Argumentos da defesa apontaram surto de confusão e paranoia causado por medicamentos, enquanto o STF referendou a necessidade de manter Bolsonaro preso para garantir a aplicação da lei penal.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, preso preventivamente desde sábado (22) na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, recebe na manhã desta terça-feira (25) a visita de dois de seus filhos: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). Os encontros, que ocorrem em horários distintos entre 9h e 11h, foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nesta segunda-feira (24), a Primeira Turma do STF formou maioria e, posteriormente, unanimidade para manter a prisão preventiva decretada por Moraes.
Bolsonaro está detido em uma sala especial de 12 metros quadrados na sede da PF.
Motivo da prisão: risco de fuga
A prisão preventiva de Jair Bolsonaro foi ordenada após o ex-presidente, que cumpria prisão domiciliar desde agosto, tentar violar sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda na madrugada de sábado (22). O ato gerou um alerta no sistema de monitoramento e foi o estopim para a decisão de Moraes.
Na decisão, o ministro também citou como justificativa o "risco de fuga". Ele mencionou uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro para a frente do condomínio onde o pai residia.
Para Moraes, a manifestação poderia "gerar tumulto suficiente para dificultar a execução de medidas judiciais e criar ambiente propício para fuga".
Em audiência de custódia, a defesa alegou que Bolsonaro teve um surto de "confusão e paranoia" causado por medicamentos.
Visitas autorizadas e manutenção da prisão
Além de Flávio e Carlos Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes também autorizou a visita do filho mais novo, Jair Renan Bolsonaro, que poderá encontrar o pai na quinta-feira (27), também no período da manhã.
No domingo (23), a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, já havia visitado o marido na carceragem da PF.
A decisão de manter Bolsonaro preso foi confirmada por unanimidade pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
O colegiado referendou os argumentos de Moraes sobre o risco à aplicação da lei penal.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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