Band News FM
BandNews FM

Prévia da inflação de janeiro desacelera para 0,2%

Mercado aguarda decisão do Banco Central sobre juros

Da redação
DA REDAÇÃO

27/01/2026 • 10:24 • Atualizado em 27/01/2026 • 10:24

Inflação

Inflação

Marcello Casal JrAgência Brasil

Resumo

A prévia da inflação de janeiro, medida pelo IPCA-15, registrou alta de 0,2%, resultado abaixo do esperado pelo mercado e inferior ao de dezembro, com o acumulado em 12 meses atingindo 4,5%, no teto da meta do governo e intensificando o debate sobre a manutenção dos juros elevados.

Setores como "Saúde e cuidados pessoais" e alimentação apresentaram aumento de preços, impulsionados por reajustes de planos de saúde e variações sazonais em alimentos, enquanto a queda no custo da energia elétrica foi o principal fator para segurar o avanço geral da inflação.

A discussão sobre a taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, se intensifica diante da inflação no limite da meta, com o mercado aguardando a decisão do Copom e monitorando a volatilidade do dólar, especialmente em ano eleitoral, como fatores de preocupação para a estabilidade econômica.

A prévia da inflação de janeiro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou alta de 0,2%, um resultado abaixo do esperado pelo mercado e inferior à taxa de dezembro. O número, divulgado nesta terça-feira (27), foi influenciado principalmente pela queda no custo da energia elétrica. No entanto, o acumulado em 12 meses chegou a 4,5%, cravando o teto da meta estipulada pelo governo e intensificando o debate sobre a manutenção da alta taxa de juros no país.

Compartilhar

Apesar da desaceleração do índice geral, os brasileiros sentiram no bolso o aumento de preços em setores importantes. O grupo "Saúde e cuidados pessoais" está entre os mais afetados, impulsionado pelos reajustes de planos de saúde. A alimentação também acelerou, um movimento sazonal esperado para o período de calor e chuvas, que encarece principalmente os alimentos como folhas e legumes.

Conta de luz dá alívio, mas juros altos seguem no centro do debate

O principal fator que segurou o avanço da inflação em janeiro foi a queda no preço da energia elétrica. Isso ocorreu devido à mudança da bandeira tarifária amarela para a verde, o que barateia o custo de geração de energia no país ao priorizar o uso das hidrelétricas, beneficiadas pelo maior volume de chuvas neste período do ano. Por outro lado, a retomada de preços de eletrodomésticos após a Black Friday também contribuiu para a alta em outros setores.

Com a inflação acumulada cravando o limite máximo da meta do governo, a discussão sobre a taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, ganha força. O Banco Central mantém a postura rigorosa, justificando que a dose elevada do remédio é necessária para controlar uma economia ainda aquecida e com muitos preços indexados, como aluguéis e mensalidades escolares.

O mercado agora volta suas atenções para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece entre esta terça e quarta-feira (28). A grande questão é se os sinais de perda de fôlego da economia serão suficientes para que o Banco Central sinalize um início no corte de juros. Além disso, a volatilidade do dólar, especialmente em um ano eleitoral, é um ponto de grande preocupação para a estabilidade dos preços.

Tópicos relacionados