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Primeira Turma do STF decide tornar réus integrantes do ‘núcleo 2’ da tentativa de golpe

Ministros formaram unanimidade e acataram a denúncia feita pela PGR

Da Redação
DA REDAÇÃO

22/04/2025 • 17:46 • Atualizado em 22/04/2025 • 17:46

Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

Rosinei Coutinho/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade tornar réus nesta terça-feira (22) os integrantes do ‘núcleo 2’ da trama golpista, após análise da denúncia da Procuradoria-Geral da República.

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Os investigados são suspeitos de planejarem assassinatos em 2022 que envolveriam o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o Vice-Presidente, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes, ministro do STF.

Moraes, que é o relator do caso, foi o primeiro a votar a favor do acolhimento da denúncia. Ele foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi ouvido durante o julgamento. Ele ressaltou a importância do ‘núcleo 2’ na trama golpista, acusando-os de gerenciar ações para a conclusão do plano.

Os alvos das acusações são:

Fernando de Sousa Oliveira, delegado da Polícia Federal (PF) e ex-secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF);

Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor especial de Assuntos Internacionais de Bolsonaro;

Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva e ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro;

Marília Ferreira de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça na gestão de Anderson Torres;

Mário Fernandes, ex-número dois da Secretaria-Geral da Presidência, general da reserva e homem de confiança de Bolsonaro;

Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A defesa ainda pode recorrer da decisão. Após isso, o próximo passo é a abertura da fase de instrução processual, quando os advogados indicam testemunhas e pedem a produção de novas provas que comprovem a inocência dos acusados.

Até o momento, apenas os núcleos 1 e 2 foram julgados, totalizando 14 réus. Em março, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete acusados viraram réus, também por unanimidade. Ainda resta à Primeira Turma julgar os núcleos 3,4 e 5.