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Primeira Turma do STF rejeita recurso e mantém condenação de Bolsonaro por trama golpista

Decisão do colegiado foi unânime, com a concordância dos quatro ministros; Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão

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07/11/2025 • 18:58 • Atualizado em 07/11/2025 • 18:58

Primeira Turma do STF rejeita recurso e mantém condenação de Bolsonaro por trama golpista

Primeira Turma do STF rejeita recurso e mantém condenação de Bolsonaro por trama golpista

Reprodução: Agência Brasil / Marcelo Camargo

Resumo

STF rejeita recurso de Bolsonaro: A primeira turma do Supremo Tribunal Federal rejeitou por unanimidade o recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, mantendo a condenação de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em uma trama golpista.

Julgamento dos embargos: Os ministros estão julgando os embargos de declaração, um tipo de recurso que busca esclarecer pontos de uma decisão judicial. Até o momento, quatro dos cinco ministros votaram pela rejeição do recurso de Bolsonaro, com previsão de conclusão da sessão até a próxima sexta-feira.

Argumentos da defesa: A defesa de Bolsonaro alega que a sentença é injusta e insustentável, argumentando falta de provas diretas que liguem o ex-presidente ao plano de ataque a autoridades, além de negar que ele tenha sido o autor intelectual ou incitado o crime.

A primeira turma do STF decidiu, por unanimidade, rejeitar o recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro que questionava a sentença de 27 anos e três meses de prisão por participação na trama golpista.

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Os ministros julgam no plenário virtual os embargos de declaração, recurso usado para esclarecer omissões, contradições ou erros em uma decisão judicial, além de questionar a sentença atribuída. A previsão é de que a sessão siga até a próxima sexta (14).

Dos 5 ministros da primeira turma do Supremo Tribunal Federal, já votaram pela rejeição o relator Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Carmén Lúcia deixando o placar em 4 a 0 para rejeitar o recurso apresentado pela defesa do ex-presidente. Como Luis Fux deixou o colegiado, todos os atuais integrantes já deixaram os votos, que ainda podem ser alterados.

Estão sendo julgados no momento os embargos de declaração de Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Almir Garnier, almirante e ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF; Augusto Heleno, general e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Jair Bolsonaro, ex-presidente da República; Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa e Walter Souza Braga Netto, general da reserva e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa.

A defesa de Jair Bolsonaro entende que a sentença imposta pelo STF é injusta e impossível de ser mantida. De acordo com os advogados, a condenação pelo 8 de janeiro não faz sentido, visto que ele não foi autor intelectual, nem incitou o crime. Além disso, alegam que há uma falta de provas que relacionem o ex-presidente ao plano para assassinar autoridades.

Quando votou pela rejeição do recurso de Bolsonaro, Moraes afirmou que o papel de liderança do ex-presidente no grupo criminoso ficou devidamente comprovado. Além disso, negou qualquer obscuridade ou contradição nas decisões do STF e afirmou que as defesas dos réus tratam de assuntos já debatidos no julgamento.