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Especialista analisa impacto da reunião entre Trump e Lula para as negociações bilaterais

Em entrevista, Carolina Pedroso, professora de Relações Internacionais, fala sobre as perspectivas comerciais, geopolíticas e o papel do Brasil na mediação de conflitos internacionais

Da Redação
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27/10/2025 • 21:29 • Atualizado em 27/10/2025 • 21:29

Lula e Trump em encontro na Malásia

Lula e Trump em encontro na Malásia

REUTERS/Evelyn Hockstein

Resumo

Reunião Lula-Trump: A professora Carolina Pedroso da UNIFESP discutiu a recente reunião entre os presidentes Lula e Donald Trump na Malásia, destacando seu papel em reabrir canais de comunicação entre Brasil e EUA e iniciar negociações que podem influenciar a economia global e a geopolítica.

Negociações Bilaterais: Espera-se que as negociações abordem a redução de tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros, com expectativas de impacto positivo para ambos os países em áreas como comércio de carne e café, além de questões relacionadas ao etanol de milho, Big Techs e terras raras.

Geopolítica e Mediação do Brasil: Carolina ressaltou a importância do Brasil como mediador em tensões regionais, especialmente com a Venezuela, considerando a crescente presença militar dos EUA no Caribe e a necessidade de evitar escaladas de conflitos, em um contexto de competição com a China.

Em entrevista exclusiva a BandNews FM, Carolina Pedroso, professora da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), doutora em Relações Internacionais e coordenadora do grupo de pesquisa Realidades Latino-Americanas, analisou a recente reunião entre os presidentes Lula e Donald Trump, realizada na Malásia.

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A conversa, que abriu um novo capítulo nas relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos, marcou o início de negociações que podem impactar diretamente a economia e a geopolítica global.

Segundo Carolina, embora as negociações só comecem de fato nas salas fechadas, o encontro representou um avanço importante.

"Esse primeiro passo, realizado em Kuala Lumpur, foi fundamental para reestabelecer os canais de comunicação, que estavam completamente fechados há poucos meses", afirmou.

A professora ressaltou que, ao colocar os dois líderes frente a frente, o encontro ajudou a dissipar desconfianças e a superar questões irrelevantes para a relação bilateral, abrindo caminho para que os pontos sensíveis, como tarifas e comércio, sejam discutidos diretamente pelas equipes técnicas dos dois países.

Expectativas para as negociações

Carolina acredita que há expectativas positivas para a redução, ao menos parcial, das tarifas impostas pelo governo Trump a produtos brasileiros. Ela argumenta que, embora os Estados Unidos adotem uma política tarifária ampla, afetando diversos países, a pressão interna por preços mais baixos — especialmente para produtos como carne e café — pode impulsionar a revisão dessas taxas.

"O impacto no bolso do consumidor norte-americano é real, e isso tem reflexos nas questões eleitorais", afirmou, destacando a influência da política interna dos EUA sobre a negociação internacional.

Além disso, a professora destacou outros pontos de possível negociação, como o acesso do Brasil ao etanol de milho produzido nos EUA, a regulação das Big Techs, e a disputa geopolítica no setor de terras raras, onde a China tem forte presença.

Carolina ainda apontou o papel do Brasil nas relações entre os Estados Unidos e a Venezuela, mencionando a crescente presença militar norte-americana na região e o papel de apaziguador que o Brasil pode exercer, dada sua posição estratégica e a experiência de Lula em mediações internacionais.

A perspectiva geopolítica e a mediação do Brasil

Em relação à presença militar dos EUA no Caribe e na costa venezuelana, Carolina destacou a agressividade do posicionamento dos Estados Unidos, incluindo o envio de armamentos nucleares, uma movimentação sem precedentes desde a década de 1960.

Ela observou que, embora a justificativa oficial seja o combate ao narcotráfico, há interesses mais amplos, incluindo o reposicionamento militar dos EUA na América Latina e sua competição com a China. "É uma jogada geopolítica que acende um alerta para a região", declarou. Para o Brasil, a professora ressaltou a importância de atuar como mediador, evitando uma escalada de conflitos.

"O Brasil, pela sua dimensão e influência política, tem um papel crucial em ajudar a diminuir as tensões na região, principalmente nas questões envolvendo a Venezuela", concluiu.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.