
Putin admite encontro com Zelensky, mas impõe condição de reunião em Moscou
Reuters
Resumo
Disposição de Putin: O presidente da Rússia, Vladimir Putin, expressou vontade de se encontrar com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, marcando a primeira iniciativa de diálogo direto desde o início do conflito em fevereiro de 2022.
Condição para o encontro: Putin estipulou que a reunião com Zelensky deve ocorrer em Moscou; negociações anteriores foram conduzidas por representantes secundários dos governos com mediação de outros países.
Impacto do conflito: A guerra, que já dura mais de três anos, causou centenas de milhares de mortes e a destruição de cidades na Ucrânia, enquanto a Rússia mantém o controle sobre regiões estratégicas. A resistência ucraniana persiste, exigindo a retirada das tropas russas para qualquer negociação direta, uma condição rejeitada pelo Kremlin.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou nesta quarta-feira (3) que está disposto a se encontrar com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pela primeira vez desde o início da guerra entre os dois países, em fevereiro de 2022. A afirmação foi feita durante entrevista coletiva à imprensa, na China, onde Putin cumpre agenda oficial.
Segundo o líder russo, a possibilidade de diálogo depende de uma condição: que o encontro aconteça em Moscou. Caso seja confirmado, será o primeiro contato direto entre os dois chefes de Estado desde que começou o conflito, que já ultrapassa três anos.
Primeira sinalização pública
Ao longo do período da guerra, as negociações diplomáticas ficaram restritas a representantes de segundo escalão, com tentativas de mediação feitas por países como Turquia, Belarus e mais recentemente China e Brasil.
A fala do presidente russo em território chinês reforça o papel estratégico de Pequim como aliado de Moscou, especialmente no campo econômico e militar, diante das sanções impostas pelo Ocidente. A China tem defendido publicamente a necessidade de negociações para encerrar o conflito, mas sem condenar de forma direta a invasão da Ucrânia.
Mais de três anos de guerra
O conflito iniciado em fevereiro de 2022 já provocou centenas de milhares de mortes, além da destruição de cidades inteiras em território ucraniano. Ao longo desses três anos, a Rússia consolidou avanços militares em regiões do leste e sul da Ucrânia, enquanto Kiev tem recebido apoio financeiro e militar de países da União Europeia e dos Estados Unidos.
A eventual realização de um encontro direto entre Putin e Zelensky poderia representar uma abertura política, embora as chances de avanços concretos ainda sejam incertas, já que as posições de ambos os lados permanecem distantes.
Resistência ucraniana
O governo de Volodymyr Zelensky tem reiterado que só aceitará negociações diretas com Moscou mediante garantias de retirada das tropas russas de áreas ocupadas, incluindo a Crimeia, anexada em 2014. Essa exigência é considerada inaceitável pelo Kremlin, que insiste em manter sob seu controle regiões tomadas desde o início da invasão.
Ainda não houve resposta oficial de Kiev à condição imposta por Putin. Caso avance, a reunião poderá marcar um dos momentos mais relevantes do cenário geopolítico desde o início da guerra, que segue impactando a economia global, os preços da energia e a segurança alimentar em diversos países.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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