
Putin
Sputnik/Sofia Sandurskaya/Pool via REUTERS
Resumo
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou em Moscou que o país está preparado para uma guerra com a Europa, elevando a tensão com o Ocidente durante um fórum de investimentos, enquanto os Estados Unidos tentam mediar um acordo de paz para o conflito na Ucrânia.
O presidente russo acusou líderes europeus, especialmente França e Alemanha, de minar as negociações de paz e apresentarem propostas consideradas inaceitáveis, afirmando que a Europa não tem agenda de paz e está excluída das discussões lideradas pelos EUA.
O governo russo anunciou avanços militares com a tomada de Pokrovsk, cidade estratégica no leste da Ucrânia, enquanto esforços diplomáticos americanos se intensificam para encerrar o conflito, que já dura quase quatro anos e é um dos mais graves na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, elevou o tom contra os países europeus nesta terça-feira (02), afirmando que, embora não busque um conflito, o país está preparado para uma guerra. A declaração ocorreu em Moscou, durante um fórum de investimentos, e marca um novo ponto de tensão na relação entre a Rússia e o Ocidente. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos tentam mediar um acordo de paz para encerrar o conflito na Ucrânia.
"Não temos intenção de ir à guerra com a Europa, mas, se a Europa quiser e começar, estamos prontos agora mesmo", declarou Putin a jornalistas.
O presidente russo acusou os líderes europeus de minar as conversas de paz que são mediadas pelos Estados Unidos. Segundo ele, a Europa "não tem uma agenda de paz" e está "do lado da guerra", ao apresentar propostas que considera "absolutamente inaceitáveis" para a Rússia. A fala de Putin aconteceu pouco antes do presidente receber no Kremlin enviados do americano Donald Trump para discutir um plano de paz.
No centro da irritação de Putin está a percepção de que as nações europeias, em especial França e Alemanha, tentam sabotar um acordo de paz favorável a Moscou. O presidente russo afirmou que os europeus "estão incomodados por terem sido excluídos das negociações" lideradas pelos EUA, mas insistiu que eles "próprios se afastaram".
Recentemente, um plano de paz inicial de 28 pontos, elaborado com participação russa, foi alterado após críticas de Kiev e de líderes europeus, que o consideraram excessivamente vantajoso para a Rússia.
Avanços militares e diplomacia
A declaração de Putin ocorre ao mesmo tempo em que a Rússia reivindica avanços significativos no campo de batalha. Na segunda-feira (1º), o Kremlin anunciou a tomada de Pokrovsk, uma cidade logística crucial no leste da Ucrânia, embora Kiev afirme que os combates continuam. A escalada verbal coincide com os esforços diplomáticos intensificados pela administração Trump para alcançar um acordo que ponha fim a quase quatro anos de guerra, um dos conflitos mais mortais na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
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