
Raimundo Rodrigues, símbolo do jornalismo contra ditadura, morre aos 85 anos
Reprodução: Divulgação
Resumo
O jornalista Raimundo Rodrigues, nascido em Exu, Pernambuco, faleceu no Rio de Janeiro aos 85 anos e foi figura central na resistência democrática durante a ditadura militar no Brasil.
Raimundo vivia com as filhas, deixa quatro netos e não teve a causa da morte divulgada.
A carreira do jornalista incluiu passagem por revistas como Realidade, Veja, a fundação do jornal Movimento em 1975, criação do projeto “Retrato do Brasil” nos anos 1980 e fundação da Editora Manifesto em 1997, sendo reconhecido pela defesa das liberdades democráticas e atuação na imprensa alternativa.
O jornalista Raimundo Rodrigues faleceu na manhã deste sábado (2) no Rio de Janeiro, aos 85 anos de idade. Nascido na cidade pernambucana de Exu, o comunicador foi peça central na resistência democrática durante a ditadura militar no Brasil.
Raimundo vivia com as filhas e deixa quatro netos. Não há detalhes da causa da morte do jornalista.
Raimundo Rodrigues moldou a trajetória e carreira marcada por uma “elevação do padrão material e cultural do povo”, de acordo com ele mesmo. Ao decorrer da carreira, o pernambucano fez parte da equipe da revista Realidade, da revista Veja e do jornal O Estado de S. Paulo, contudo, foi na imprensa alternativa onde se consolidou como referência do jornalismo.
O jornalista foi um membro de uma geração de jornalistas que enfrentou o autoritarismo na ditadura militar brasileira. O jornal Movimento, um dos principais símbolos da resistência, foi fundado pelo pernambucano em 1975 e se destacou por denunciar abusos do regime autoritário, construindo narrativas críticas defendendo as liberdades da democracia.
O jornal passou por censuras, cortes de funcionários e dificuldades financeiras, porém Raimundo mantinha a linha editorial e confiava no jornalismo como instrumento de transformação da sociedade. Na década de 1980, o jornalista criou o projeto “Retrato do Brasil”, com o intuito de interpretar a realidade nacional com reportagens profundas e análises sobre o Brasil daquela época. O jornalista também fundou a Editora Manifesto, em 1997.
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