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Receita Federal apreende R$ 300 milhões em produtos irregulares no Brás

Operação contra pirataria e contrabando no centro de São Paulo pode durar até duas semanas

Da redação
DA REDAÇÃO

20/05/2026 • 10:42 • Atualizado em 20/05/2026 • 22:36

Receita Federal

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Resumo

A operação da Receita Federal fecha dois grandes shoppings populares na região do Brás, em São Paulo, visando combater pirataria, venda de produtos sem procedência e itens proibidos, com cerca de duas mil lojas interditadas.

A fiscalização concentra-se em tênis, camisetas de times de futebol e cigarros eletrônicos, recolhendo mercadorias ilegais e protegendo direitos autorais, marcas registradas e normas sanitárias.

A estimativa da Receita Federal aponta que o valor dos produtos apreendidos pode ultrapassar R$ 300 milhões, com os responsáveis sujeitos a responder por crimes tributários e contrabando, e a operação podendo durar até duas semanas.

A Receita Federal realiza nesta quarta-feira (20) a contabilização do volume de mercadorias apreendidas em dois grandes shoppings populares na região do Brás, no centro de São Paulo. O foco da operação é o combate sistemático à pirataria, à venda de itens sem procedência declarada e de produtos proibidos no país. Os estabelecimentos, que abrigam cerca de duas mil lojas, foram totalmente fechados pelos agentes públicos.

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A região central da capital paulista é reconhecida historicamente como um dos maiores polos de comércio popular do Brasil. Apesar da importância econômica, a área é alvo rotineiro de ações de fiscalização devido à alta incidência de falsificações.

De acordo com as autoridades fiscais, tênis e camisetas de times de futebol figuram entre os itens mais recolhidos nas lojas inspecionadas até o momento. Além da violação de direitos autorais e de marcas registradas, a operação atua na repressão da venda de itens com proibição sanitária. É o caso dos cigarros eletrônicos, conhecidos popularmente como vapes, que entram no território nacional de forma ilegal.

A estimativa inicial da Receita Federal é de que o valor total dos produtos confiscados nas milhares de lojas possa ultrapassar a marca de R$ 300 milhões.

O trabalho das equipes nos dois centros de compras pode se estender por um período de até duas semanas. Durante essa fase, a tendência é que os locais permaneçam interditados para facilitar a varredura completa das instalações pelos agentes. Os responsáveis pelos estabelecimentos e os comerciantes autuados estarão sujeitos a responder por crimes contra a ordem tributária e contrabando.