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Reinaldo Azevedo: Defesa de Bolsonaro sabe que vai perder todas. Então quer o quê?

Advogado do ex-presidente vai pedir a anulação da delação de Mauro Cid, o impedimento dos ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino e o julgamento do caso no plenário do STF

Por Redação
REDAÇÃO

25/02/2025 • 07:38 • Atualizado em 25/02/2025 • 07:38

Reinaldo Azevedo

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quer o impedimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin e Flávio Dino no julgamento da denúncia por tentativa de golpe de Estado. Além disso, a defesa vai pedir a anulação da delação premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid alegando chantagem do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. A análise é do colunista da BandNews FM e apresentador do 'O É da Coisa', Reinaldo Azevedo.

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Segundo ele, a estratégia da defesa de Bolsonaro não dará certo. "Não gostei da linha abraçada por Celso Vilardi. Acho que está indo muito além do aceitável quando partiu para uma linha de confronto com o STF. Ainda que seja uma coisa dentro da lei, mas me parece tendente a tentar afetar a reputação do Supremo."

A defesa também quer que o caso seja julgado pelo plenário do Supremo, não na primeira turma. Apesar de não concordar com a linha de defesa, Reinaldo diz entender os motivos.

"Lamentável que seja esse o caminho. Eu entendo a razão dele. É que o Bolsonaro é indefensável. São tantas evidências e provas, e tão contundentes, que ele sabe que o Bolsonaro será condenado e o que se está fazendo é criar uma zona de suspeição e ir deslegitimando o Supremo desde já. E se, para isso, precisar afetar o Supremo, eles estão fazendo", disse Reinaldo.

Bolsonaro e mais 33 pessoas foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na última terça-feira (25) por envolvimento em um plano de golpe de Estado, que teria sido preparado após a eleição de 2022.

O advogado de Bolsonaro foi um dos signatários do manifesto da Universidade de São Paulo (USP) em defesa da democracia e, em 2020, assinou o texto intitulado "Basta", que criticava duramente o governo Bolsonaro. "O Vilardi e mais 700 juristas [assinaram o texto], mas ele estava lá e eu concordava com esse cara", disse Reinaldo.

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