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Reinaldo: Sem proposta, oposicionistas brigam pela maldição da benção de Bolsonaro

Segundo o colunista da BandNews FM, a essência do campo oposicionista se resumiu a um ‘samba de uma nota só’: a defesa incondicional de Jair Bolsonaro e o apoio velado ou explícito ao golpismo

Por Redação
REDAÇÃO

06/10/2025 • 07:29 • Atualizado em 06/10/2025 • 07:29

Reinaldo Azevedo

O jornalista Reinaldo Azevedo, colunista da BandNews FM, volta a afirmar que, na sua percepção, inexiste uma oposição genuína no Brasil, mas sim um grupo movido pela disposição de sabotar os adversários e, por vezes, até mesmo o próprio país – citando como exemplo a questão da tarifa de Trump, onde a oposição atuaria contra os interesses nacionais.

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Segundo o jornalista, a essência do campo oposicionista se resumiu a uma "samba de uma nota só": a defesa incondicional de Jair Bolsonaro e o apoio velado ou explícito ao golpismo. Diante da falta de uma agenda propositiva para a nação em temas cruciais como a taxação de grandes fortunas ou outras políticas, o que se vê agora é uma disputa interna por poder.

Conforme Azevedo, essa ausência de propostas está levando os oposicionistas a "trocar tapas" entre si. O colunista destaca a entrevista do senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI) ao jornal O Globo, na qual o parlamentar alegou que o ex-presidente já teria escolhido seu sucessor e defenderia que a decisão fosse anunciada em dezembro. Nogueira apontou Tarcísio de Freitas e Ratinho Júnior como os únicos nomes viáveis para a disputa presidencial, alegando que ambos possuem menor rejeição que Bolsonaro e grande potencial de crescimento, mas que só teriam chance de êxito com o respaldo do ex-mandatário.

Azevedo relata a reação irada de Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás e também pré-candidato. Caiado disparou contra Nogueira, classificando sua ansiedade em se colocar como vice de Tarcísio como "vergonhosa" e negando que o senador fosse porta-voz de Bolsonaro. O governador goiano atacou a inexpressiva presença nacional de Nogueira e seu passado político, ironicamente lembrando que o presidente do Progressistas já jurou amor a Lula.

Caiado também criticou Nogueira por vetar abertamente sua candidatura, além das de Romeu Zema e Eduardo Bolsonaro, prestando um "enorme desserviço" à direita.

O colunista observa a troca de farpas e as acusações mútuas de falta de apoio inicial a Bolsonaro, mas ressalta o ponto principal de sua análise: a oposição, em sua totalidade, afirma que é imperativo derrotar o presidente Lula e o PT, o que é um objetivo legítimo de qualquer grupo político.

No entanto, Azevedo questiona a ausência de um "com qual proposta". De acordo com o colunista, o campo adversário não deixou claro qual o projeto de país que oferecem como alternativa para "aposentar" o atual governo.

Para Azevedo, o que une todos esses nomes – do mais articulado ao mais reacionário – é a busca pelo apoio de um indivíduo condenado pela Justiça por tentativa de golpe e por chefiar uma organização criminosa.

Reinaldo Azevedo conclui ironicamente que toda a oposição, no final, almeja a "maldição da bênção de Bolsonaro" em nome do "bem do Brasil", sem conseguir apresentar um projeto político coeso para a nação.

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