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Relator recomenda arquivamento do pedido de cassação de Eduardo Bolsonaro

Marcelo Freitas defende que manifestações políticas não configuram quebra de decoro e sustenta que Eduardo não pode ser responsabilizado por sanções dos EUA

Da Redação
DA REDAÇÃO

08/10/2025 • 17:40 • Atualizado em 08/10/2025 • 17:40

Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos

Reprodução/X/@BolsonaroSP

Resumo

Deputado Marcelo Freitas apresenta parecer favorável ao arquivamento da acusação contra Eduardo Bolsonaro, alegando que as manifestações do acusado estão protegidas pela Constituição e não constituem desrespeito às instituições.

Processo no Conselho de Ética ainda não está concluído, com outros membros pedindo mais tempo para análise e possibilidade de nomeação de novo relator se o parecer atual for rejeitado. Críticas de suspeição ao relator também marcam o andamento do caso.

Acusação inicial do PT contra Eduardo Bolsonaro envolve defesa de sanções dos EUA ao Brasil e críticas ao ministro Alexandre de Moraes. Parecer favorável ao arquivamento representa uma vitória temporária para Eduardo, que se encontra nos Estados Unidos mas continua exercendo seu mandato.

O deputado Delegado Marcelo Freitas (União Brasil-MG), apresentou nesta quarta-feira (8) um parecer favorável ao arquivamento da acusação de quebra de decoro parlamentar feita contra o deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

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Marcelo Freitas, que é relator do processo que pede a cassação do mandato de Eduardo, disse que as manifestações atribuídas ao deputado estariam protegidas pela Constituição e não podem ser atribuídas como ato de desrespeito às instituições nacionais. Além disso, ele sustenta que o parlamentar do PL não pode ser responsabilizado por ações sancionatórias dos Estados Unidos contra o Brasil.

Freitas argumentou que a representação proposta pelo PT parte de uma premissa equivocada: imputar a Eduardo Bolsonaro responsabilidade por decisões de Estado estrangeiro, como sanções econômicas, seria confundir atos de governo soberano com manifestações individuais de natureza política. “É factualmente insustentável e juridicamente improcedente”, afirma o parecer.

Além disso, ele defende que Eduardo agiu no âmbito do “direito de crítica política”, protegido pela imunidade material, e que interpretar essas manifestações como quebra de decoro seria um “extrapolação interpretativa”.

Andamento e impasses no Conselho de Ética

Apesar do parecer de Freitas, o processo ainda não está concluído. Na sessão desta quarta, foi concedida vista coletiva — ou seja, outros membros do Conselho de Ética pediram tempo para análise.

Para que o relatório de arquivamento seja efetivado, o colegiado precisará aprová-lo por maioria. Caso haja rejeição ao parecer, poderá ser designado outro relator para o processo.

Também pesa sobre o relator críticas de suspeição: deputados da a favor do pedido de cassação questionaram sua imparcialidade dada a proximidade declarada entre ele e Eduardo Bolsonaro. O pedido de suspeição já foi feito, mas foi rejeitado pelo presidente do Conselho de Ética, deputado Fábio Schiochet (União Brasil-SC).

Repercussões e reação no cenário político

A acusação original, apresentada pelo PT à Câmara, dizia que Eduardo teria agido contra a soberania nacional ao defender sanções dos EUA ao Brasil por meio de articul­ações internacionais. Parte das acusações envolvem as críticas feitas pelo parlamentar ao ministro Alexandre de Moraes e uso da Lei Magnitsky para medidas punitivas a autoridades brasileiras.

Caso o parecer seja aprovado no Conselho de Ética, ainda caberá recurso; o processo não estará encerrado imediatamente.

Eduardo Bolsonaro atualmente está nos Estados Unidos, porém ainda exerce o cargo de deputado federal. Por ora, o parecer apontado como tendência à interrupção do processo marca vitória temporária para a defesa do parlamentar, que buscava evitar que o caso avançasse e chegasse à votação final na Câmara.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.