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Renan Calheiros indica que vai “fatiar” projeto do Imposto de Renda no Senado

Relator pretende separar pontos de consenso e rever trechos aprovados na Câmara, como parte das mudanças que ampliam a isenção para quem ganha até R$ 5 mil

Da Redação
DA REDAÇÃO

20/10/2025 • 18:25 • Atualizado em 20/10/2025 • 18:25

Imposto de Renda 2025

Imposto de Renda 2025

Joédson Alves/Agência Brasil

Resumo

Proposta de isenção do Imposto de Renda é discutida no Senado após aprovação unânime na Câmara. O projeto prevê isenção para rendas até R$ 5 mil e parcial até R$ 7.300. O senador Renan Calheiros propõe "fatiar" o texto, mantendo consensos e devolvendo pontos controversos.

Audiências públicas serão realizadas para debater o impacto da proposta nos estados e municípios, temendo perdas na arrecadação. Representantes regionais e o modelo de compensação federal serão temas chave nas discussões na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Posicionamentos divergentes marcam o processo. Enquanto o governo e sindicatos defendem a medida, argumentando correção de distorções e estímulo ao consumo, governadores e prefeitos expressam preocupação com a redução de receita tributária e exigem compensações orçamentárias.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda, afirmou que o texto aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados deve ser “fatiado” no Senado. A proposta, que isenta contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil, seguirá em discussão na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde novas audiências públicas estão marcadas para as próximas semanas.

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Renan critica acordo político na Câmara

Renan Calheiros disse que pretende votar apenas os pontos de consenso entre Senado e Câmara e devolver os trechos controversos aos deputados. Segundo o parlamentar, a aprovação unânime na Câmara teria ocorrido em meio a um “acordo de conveniência política” para facilitar outras pautas, como a PEC da Anistia. “Isso não vai acontecer no Senado”, prometeu.

O relator também adiantou que o relatório final deve excluir itens que beneficiem empresas, concentrando a medida exclusivamente nos contribuintes pessoa física. “Tudo o que não tiver impacto direto na renda das pessoas será retirado”, afirmou.

Audiências vão ouvir estados e municípios

O Senado vai realizar pelo menos duas novas audiências públicas antes da votação do projeto na CAE. O objetivo é ouvir representantes de estados e municípios, que temem perdas na arrecadação com a ampliação da faixa de isenção.

Essas audiências também devem abordar o modelo de compensação a ser proposto pelo governo federal para equilibrar o impacto nas contas regionais. O texto prevê ainda uma faixa de isenção parcial para rendas de até R$ 7.300, e o aumento da alíquota para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano.

Governo e sindicatos defendem aprovação

Nas discussões anteriores, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e representantes de sindicatos apoiaram a proposta, que deve beneficiar cerca de 15,5 milhões de trabalhadores. O Planalto sustenta que a medida corrige distorções históricas e estimula o consumo, com impacto positivo na economia.

Mesmo assim, há resistência de alguns governadores e prefeitos, que alegam perda de receita tributária e defendem compensações orçamentárias.

Próximos passos

Após as audiências, Renan Calheiros deve apresentar seu parecer na Comissão de Assuntos Econômicos. A expectativa é que a votação do texto fatiado ocorra ainda neste ano. Caso o Senado faça alterações, o projeto retornará à Câmara dos Deputados para nova análise antes de seguir à sanção presidencial.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.