
Rússia ataca Kiev
REUTERS/Anatolii Stepanov
Resumo
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia manifestou apoio à China e ameaçou retaliação caso o Japão instale mísseis em uma ilha próxima a Taiwan.
A China reivindica Taiwan como parte de seu território, não descarta intervenção militar, enquanto Taiwan rejeita as reivindicações e reforça que seu povo decidirá o futuro da ilha.
O governo japonês, representado pela primeira-ministra Sanae Takaichi e pelo ministro da Defesa Shinjiro Koizumi, declarou intenção de resposta militar e anunciou a mobilização de mísseis em Yonaguni, gerando críticas públicas de autoridades chinesas como Jiang Bin.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia defendeu a aliada China e declarou, nesta quinta-feira (27), que se reserva o direito de responder duramente se o Japão prosseguir com os planos de implementar mísseis em uma ilha próxima da região de Taiwan.
A China reivindicou Taiwan, que possui governo democrático próprio, como seu território e não rejeita a possibilidade de usar poderes militares para assumir o controle da ilha. Taiwan recusou as reivindicações chinesas e declarou que apenas o povo pode decidir o futuro e comando da pequena nação.
O alerta russo ocorreu durante a pior crise entre os japoneses e chineses em anos. A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, declarou no início do mês de novembro que se ocorrer um hipotético ataque da China contra Taiwan, os japoneses responderiam militarmente, alegando uma “situação que arrisca a sobrevivência”.
O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, declarou que irá mobilizar uma unidade de mísseis de médio alcance em uma base militar em Yonaguni, uma ilha que fica a 110 km da costa leste de Taiwan.
Pequim tem feito declarações públicas reprovando as atitudes do Japão e pediu para que os chineses não viajem para o país ao lado, desde o início do colapso entre as duas nações. O porta-voz chinês Jiang Bin afirmou que o Japão irá pagar um “preço doloroso” se Taiwan for atacada.
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