
Maior ataque aéreo russo atinge o principal prédio do governo ucraniano
Reuters
Resumo
Ataque em Kiev: A capital da Ucrânia foi bombardeada pela Rússia, resultando na morte de cinco pessoas e danos a um prédio governamental. Este representou o maior ataque aéreo desde o início da invasão russa.
Resposta ucraniana: Após o bombardeio, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky solicitou reforço na defesa aérea e descreveu o ataque como um crime deliberado. Autoridades relataram que até 800 drones e mísseis foram interceptados, minimizando os danos.
Contexto e negociações: Durante uma ofensiva massiva da Rússia, discussões sobre um acordo de paz estão em andamento, lideradas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Enquanto isso, a Rússia continua expandindo sua atuação militar e reivindicando territórios no oeste ucraniano.
A Rússia atacou neste domingo (7) a capital da Ucrânia e bombardeou pela primeira vez um prédio administrativo do governo em Kiev. Os estragos no edifício que abriga gabinetes de ministros ainda são incertos. Cinco pessoas morreram no maior ataque aéreo contra a capital do país invadido por Vladimir Putin.
Após colunas de fumaça tomarem conta da maior cidade ucraniana, o presidente Volodymyr Zelensky reiterou o apelo aos aliados para reforçar as defesas aéreas do país. Ele também disse que os ataques são um “prolongamento da guerra” e classificou os atos como “um crime deliberado”.
Autoridades calculam que até 800 drones e mísseis foram lançados contra a Ucrânia desde a madrugada. Boa parte foi abatida ou derrubada pelas forças ucranianas, reduzindo o total de estragos.
Ao menos dez localidades da capital foram atingidas. Alvos civis foram acertados, segundo o serviço de emergência da Ucrânia. Um bebê teria morrido no ataque contra um prédio residência de quatro andares.
A ofensiva massiva iniciada pela Rússia ocorre em meio às discussões pelo fim da guerra e a tentativa de um acordo de paz mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Na última semana, 26 aliados de Kiev participaram de uma reunião coordenada pelo francês Emmanuel Macron, mas um acordo efetivo depende de sinalizações de Moscou. Enquanto isso, as tropas russas têm aumentado a atuação contra o território ucraniano.
O lado russo tem reivindicado os territórios ocupados no oeste da Ucrânia, enquanto Kiev se recusa a reconhecer o domínio da Rússia na área, que representa algo como 20% do solo ucraniano.
Para evitar novas invasões, Zelensky também gostaria de contar com uma força de paz composta por tropas europeias na Ucrânia. Mas Vladimir Putin não aceita que militares europeus ou americanos fiquem tão perto da fronteira russa.
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