
Sarkozy deixa prisão e aguardará em liberdade julgamento de recurso na França
Reprodução: Agência Brasil / Sarah Meyssonnier
Resumo
Ex-presidente francês Nicolas Sarkozy foi solto e aguardará em liberdade o julgamento do recurso de sua condenação de cinco anos por financiamento ilegal de campanha.
Sarkozy, líder da França de 2007 a 2012, enfrenta acusações de ter recebido financiamento ilegal do regime de Muammar Gaddafi para sua campanha presidencial em 2007.
O processo contra Sarkozy, que inclui outras acusações de corrupção, continua sem data definida para o julgamento do recurso, podendo ele cumprir pena em regime domiciliar se a condenação for mantida.
O ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, vai aguardar em liberdade o julgamento do recurso contra a condenação a cinco anos de prisão por financiamento ilegal de campanha. A decisão foi anunciada pela Justiça francesa nesta segunda-feira (10).
Sarkozy havia sido preso em outubro, após confirmação da sentença, mas foi solto nesta segunda-feira (10), depois de passar cerca de três semanas detido. O tribunal entendeu que não havia necessidade de manutenção da prisão preventiva enquanto o processo de apelação segue em curso.
O político, que comandou a França entre 2007 e 2012, foi condenado por ter recebido recursos ilegais do regime do então ditador líbio Muammar Gaddafi durante a campanha presidencial de 2007, que o levou ao Palácio do Eliseu. Segundo a investigação, o financiamento irregular envolveu milhões de euros enviados clandestinamente de Trípoli, a capital da Líbia, até Paris.
Caso Sarkozy e o escândalo Gaddafi
O caso, que há mais de uma década mobiliza a Justiça francesa, foi revelado a partir de documentos e depoimentos de ex-integrantes do regime líbio. As acusações apontam que o ex-presidente teria se beneficiado de repasses diretos para bancar despesas de campanha, em violação às leis eleitorais do país.
Sarkozy sempre negou as acusações e afirma ser vítima de perseguição política. O ex-presidente também responde a outros processos na França, entre eles um que o condenou a três anos de prisão, dois deles em regime fechado, por corrupção e tráfico de influência.
Ainda não há data marcada para o julgamento do recurso. Caso a condenação seja mantida, Sarkozy poderá cumprir a pena em regime domiciliar, de acordo com a legislação francesa vigente.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

