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Senado instala CPI do Crime Organizado em meio a críticas sobre eficácia

Comissão tem 120 dias para investigar facções e milícias

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04/11/2025 • 23:19 • Atualizado em 04/11/2025 • 23:19

Senado instala CPI do Crime Organizado em meio a críticas sobre eficácia

Senado instala CPI do Crime Organizado em meio a críticas sobre eficácia

Reprodução: Jefferson Rudy/Agência Senado

Resumo

Instalação da CPI do Crime Organizado pelo Senado Federal

Investigação das facções criminosas e milícias no Brasil, liderada pelo senador Alessandro Vieira

Críticas ao oportunismo político da CPI e dúvidas sobre sua eficácia, expressas por jornalistas Luiz Megale e Rodrigo Orengo

O Senado Federal instalou nesta terça-feira (4) a CPI do Crime Organizado, com a missão de investigar, em 120 dias, o avanço das facções criminosas e das milícias no Brasil. A criação da comissão ocorre após a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que deixou mais de 100 mortos e reacendeu o debate sobre segurança pública no país.

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O criador e relator do projeto será o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que homenageou os quatro policiais que foram mortos na operação. A Comissão de Segurança Pública da Câmara, liderada pela oposição, convocou o Ministro da Justiça Ricardo Lewandowksi.

O senador Fabiano Contarato (PT-ES) foi eleito o presidente da CPI através de uma votação acirrada contra o senador Hamilton Mourão, dos Republicanos. O resultado foi de seis votos a cinco. O parlamentar do PT declarou sobre a realidade dos moradores de favelas, que “precisam seguir leis de criminosos para manterem-se vivos”. Uma das soluções que propôs foi oferecer mais empregos e retomar o controle das comunidades.

Entre os objetivos da comissão está propor mudanças na legislação, sugerir mecanismos para drenar financeiramente organizações criminosas e avaliar políticas públicas de segurança. O relator deve incluir no relatório final medidas complementares às propostas já em tramitação no Congresso, como a Lei Antifacção, apresentada recentemente pelo governo, e o projeto que equipara facções a organizações terroristas.

O âncora da BandNews FM Luiz Megale classificou a iniciativa como “oportunismo político”, ressaltando que o tema só ganhou força após a megaoperação no Rio de Janeiro, amplamente aprovada pela opinião pública. “Os parlamentares surfam na repercussão de uma operação policial, mas dificilmente uma CPI vai resolver o problema do crime organizado”, observou.

O âncora lembrou que o crime organizado opera com alta complexidade e que, historicamente, poucas comissões produziram efeitos práticos. “A CPI do Mensalão é a última que deu resultado concreto. De lá pra cá, o que vimos foram CPIs dominadas por interesses políticos”, completou o colunista da BandNews FM, Rodrigo Orengo.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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