
Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos
Reprodução/Band
Resumo
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou que deixará o cargo até abril para se candidatar ao Senado por Pernambuco, cumprindo a regra de desincompatibilização eleitoral.
A saída de Costa Filho impacta o Republicanos, partido que integra a base de apoio do governo Lula no Congresso e participou da reforma ministerial para fortalecer a governabilidade.
A sucessão no ministério será definida nas próximas semanas, com indicação de nome já prevista por Costa Filho, mas que será apresentada apenas ao presidente Lula, responsável pela decisão final.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou nesta quarta-feira (14) que vai deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em conversa com jornalistas, após a apresentação dos resultados de 2025 da pasta, o político do Republicanos confirmou que irá se candidatar a uma vaga no Senado por Pernambuco nas eleições deste ano. Por isso, entregará o cargo até o mês de abril.
A saída é necessária para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral, que exige que ministros e outros ocupantes de cargos executivos se afastem de suas funções para poderem concorrer a um cargo eletivo. Costa Filho é uma figura importante da bancada do Republicanos na Câmara, partido que compõe a base de apoio do governo no Congresso Nacional.
Silvio Costa Filho adiantou que já tem um nome em mente para sucedê-lo no comando da pasta de Portos e Aeroportos. No entanto, ao ser questionado por jornalistas, o ministro preferiu não revelar o nome do seu indicado. Ele afirmou que vai apresentar a sugestão diretamente ao presidente Lula, a quem caberá a palavra final sobre a nomeação do novo ministro ou ministra.
A definição sobre o futuro da pasta deve ocorrer nas próximas semanas, considerando a proximidade do prazo final para a desincompatibilização.
A nomeação de Silvio Costa Filho, em setembro de 2023, fez parte de uma reforma ministerial promovida pelo presidente Lula para ampliar a base aliada e garantir uma maior governabilidade, atraindo partidos do chamado "Centrão", como o Republicanos.
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