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STF adia aumento de deputados federais para 2030 após veto de Lula

Supremo manteve número atual de parlamentares em 2026, garantindo segurança jurídica ao processo eleitoral.

Da Redação
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30/09/2025 • 18:17 • Atualizado em 30/09/2025 • 18:17

STF

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Agência Brasil

Resumo

Decisão do STF: O Supremo Tribunal Federal adiou para 2030 a ampliação do número de deputados federais, mantendo 513 cadeiras para a Câmara nas eleições de 2026. O adiamento ocorreu após veto do presidente Lula a um projeto que propunha novas vagas já para o próximo pleito.

Posicionamento de Luiz Fux: O ministro Luiz Fux, ao decidir sobre o caso, enfatizou a importância da segurança jurídica e da previsibilidade no processo eleitoral, optando por manter o número atual de deputados até uma definição sobre o veto presidencial.

Implicações futuras: O veto presidencial ao aumento de cadeiras ainda será analisado pelo Congresso, podendo ser mantido ou derrubado. Enquanto isso, a decisão do STF será revisada pelo plenário virtual, com expectativa de que a manutenção das 513 cadeiras até 2030 seja confirmada.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (30) adiar para 2030 a ampliação do número de deputados federais de 513 para 531. Com isso, a Câmara dos Deputados seguirá com o atual número de cadeiras nas eleições de 2026. A medida foi tomada após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar o projeto aprovado pelo Congresso que previa a criação de novas vagas já no próximo pleito.

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Os magistrados analisam no plenário virtual uma decisão individual do ministro Luiz Fux que adiou a mudança na distribuição de cadeiras da Câmara. Os ministros podem inserir os votos no sistema eletrônico da Corte até esta quarta (1º).

Fux atendeu a um pedido do presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, para que o Supremo reconheça que o Congresso cumpriu a determinação da Corte e avançou com a discussão sobre a revisão do número de deputados, como decidido em 2023.

Relator, Fux entendeu que, como o veto que derrubou a revisão ainda não foi apreciado pelo Congresso, o processo legislativo não foi concluído. O voto foi seguido por Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

O que estava em discussão

O Congresso havia aprovado a ampliação do número de deputados de 513 para 531, em razão das alterações demográficas apontadas pelo último Censo. O Senado confirmou o texto, mas o presidente Lula vetou integralmente a proposta.

Diante da indefinição, partidos políticos recorreram ao STF para garantir que as eleições de 2026 ocorressem sem alterações no número de vagas. O ministro Luiz Fux acolheu o pedido de forma cautelar, estabelecendo que qualquer mudança só poderá ser implementada em 2030, após a análise definitiva do veto pelo Legislativo.

Impacto político e representatividade

A manutenção do atual número de cadeiras evita mudanças na correlação de forças entre os estados no curto prazo. Caso a ampliação tivesse sido mantida para 2026, estados do Norte e do Centro-Oeste, que registraram crescimento populacional, seriam os principais beneficiados com novas vagas.

Próximos passos

O veto de Lula ainda precisa ser apreciado pelo Congresso Nacional, que pode manter ou derrubar a decisão presidencial. Até lá, a composição da Câmara permanece inalterada.

O julgamento do STF será submetido ao plenário virtual para análise dos demais ministros, mas a expectativa é de que a decisão cautelar seja confirmada. Com isso, o Brasil deve chegar às eleições de 2026 com a mesma quantidade de deputados federais, adiando para 2030 qualquer alteração na configuração da Casa.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.