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STF forma maioria para liberar nepotismo com nomeação de parentes em cargos políticos

Ministros entendem que indicação é válida quando houver qualificação técnica comprovada para o cargo

Por Redação
REDAÇÃO

24/10/2025 • 09:17 • Atualizado em 24/10/2025 • 09:17

STF

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Agência Brasil

Resumo

Supremo Tribunal Federal decidiu permitir nomeações de parentes em cargos políticos, condicionadas à comprovação de qualificação técnica.

Maioria dos ministros acompanhou o voto do relator, Luiz Fux, flexibilizando a Súmula Vinculante nº 13 contra nepotismo, mas limitando a cargos de natureza política.

Decisão do STF, ainda pendente de conclusão, enfrenta críticas por potencialmente enfraquecer o combate ao nepotismo, apesar de exigir qualificação comprovada para as nomeações.

O Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta quinta-feira (23) para permitir que parentes de políticos possam ocupar cargos em ministérios e secretarias estaduais ou municipais. A decisão autoriza as nomeações desde que haja comprovação de qualificação técnica da pessoa indicada.

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O julgamento no plenário foi suspenso e será retomado na próxima quarta-feira (29), quando detalhes da decisão serão esclarecidos. Cinco ministros seguiram o entendimento do relator, o ministro Luiz Fux, para quem a vedação automática dessas nomeações configuraria uma restrição excessiva à atuação do Poder Executivo.

O ministro Flávio Dina abriu a divergência, mas com seis votos a favor é voto vencido desde já.

Decisão amplia exceção à Súmula Antinepotismo

Mantida a decisão do STF, a situação amplia a interpretação da Súmula Vinculante nº 13, editada em 2008, que proíbe o nepotismo na administração pública. O texto original impede a nomeação de cônjuges, companheiros ou parentes de autoridades para cargos de confiança ou comissionados.

O entendimento que agora prevalece, no entanto, considera que a restrição não deve alcançar postos de natureza política, como ministérios, secretarias estaduais e municipais. De acordo com os votos favoráveis, essas funções têm caráter essencialmente político e, portanto, demandam uma análise mais ampla sobre a qualificação e a confiança pessoal do chefe do Executivo.

Argumentos da maioria e críticas

Entre os ministros que votaram a favor estão Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e André Mendonça. Para eles, a indicação de parentes é legítima se o nomeado apresentar currículo compatível com o cargo e experiência comprovada na área.

Críticos da flexibilização afirmam que a medida pode abrir brechas para o retorno de práticas clientelistas, ou seja, abrir espaço para trocas de favores e enfraquecer o combate ao nepotismo. A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e entidades de controle público defendem que a proibição deveria continuar valendo integralmente, para preservar os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa.

O Supremo ainda deve concluir o julgamento, mas com a maioria já formada, a tendência é de confirmação do novo entendimento. A decisão passa a orientar casos semelhantes em todo o país.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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