Band News FM
BandNews FM

STF torna réu Eduardo Bolsonaro por coação em processo contra o pai

Primeira Turma aceita denúncia da PGR contra deputado por tentativa de interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro

Da Redação
DA REDAÇÃO

14/11/2025 • 19:03 • Atualizado em 14/11/2025 • 19:03

Eduardo Bolsonaro (PL - SP)

Eduardo Bolsonaro (PL - SP)

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Resumo

Aceitação da denúncia pela Primeira Turma do STF tornou réu o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acusado pela Procuradoria-Geral da República de crime de coação no curso do processo em que seu pai, Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

Articulação de sanções nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras e a economia nacional foi atribuída a Eduardo Bolsonaro pela PGR como forma de pressionar o STF, sendo considerada grave ameaça e interferência em ato processual pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Condenação de Jair Bolsonaro pelo STF envolveu crimes como tentativa de golpe, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio, com atuação de Eduardo Bolsonaro relacionada à pressão sobre o Judiciário e sanções internacionais; próximos passos do processo incluem análise, possíveis pedidos de vista e resposta formal da defesa.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República e tornou réu, nesta sexta-feira (14), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O parlamentar é acusado de crime de coação no curso do processo em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

Compartilhar

Denúncia e acusação

Segundo a PGR, Eduardo articulou, nos Estados Unidos, a imposição de sanções contra autoridades brasileiras e a economia nacional com o objetivo de pressionar o STF a flexibilizar o processo no qual Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.

A conduta, conforme a acusação, configura o crime de coação no curso do processo, quando alguém usa grave ameaça ou violência para interferir em ato processual.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pela aceitação da denúncia. Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin também o acompanharam, formando maioria na Primeira Turma.

Contexto: o processo contra Jair Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado por maioria no STF, no âmbito da ação penal conhecida como “Trama Golpista”, por:

  1. Tentativa de golpe de Estado;
  2. Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  3. Organização criminosa armada;
  4. Dano qualificado;
  5. Deterioração de patrimônio tombado.

A condenação estabeleceu que Bolsonaro e outros envolvidos atuaram para reverter o resultado da eleição presidencial de 2022, ameaçando a democracia brasileira.

A atuação de Eduardo Bolsonaro, conforme a denúncia, estaria ligada ao episódio em que o julgamento desse processo avançava, reforçando o caráter de pressão sobre o Judiciário alegado pela acusação.

De acordo com Moraes, o parlamentar fez graves ameaças contra os magistrados do STF, por meio de sanções e decreto dos EUA.

Em julho, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou tarifas de 50% contra produtos brasileiros. De acordo com o republicano, a medida, que entrou em vigor em agosto e segue ativa atualmente, foi aplicada por causa de uma “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro e por um suposto déficit comercial por parte dos EUA com relação ao Brasil.

Além disso, autoridades brasileiras, incluindo o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane de Moraes, foram sancionados com a lei Magnitsky, um mecanismo norte-americano aplicado contra entidades e pessoas que violaram os direitos humanos, que prevê bloqueio de bens, cancelamento de visto norte-americano e proibição de entrar nos EUA.

Próximos passos do processo

A Primeira Turma do STF tem até o dia 25 de novembro para terminar a análise sobre tornar ou não réu o parlamentar. A Corte ainda pode adiar o prazo do processo, se algum dos ministros pedir vista, ou pedir “destaque”, levando o julgamento para uma sessão presencial.

A defesa de Eduardo Bolsonaro, que atualmente está nos Estados Unidos, deverá apresentar resposta formal, e a PGR poderá requerer a produção de provas complementares.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.