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Caso da Boate Kiss completa 13 anos com lançamento de canal de denúncias

Santa Maria dedica o 27 de janeiro à memória das 242 vítimas com vigílias e debates sobre segurança

Da redação
DA REDAÇÃO

27/01/2026 • 09:57 • Atualizado em 27/01/2026 • 09:57

Boate Kiss

Boate Kiss

Tomaz Silva/Agência Brasil/Arquivo

Resumo

Tragédia da Boate Kiss, ocorrida há treze anos em Santa Maria (RS), deixou 242 mortos e mais de 630 feridos, sendo lembrada anualmente por familiares, sobreviventes e comunidade local com homenagens, leitura dos nomes das vítimas e o "minuto do barulho".

Programação do aniversário do incêndio inclui lançamento do Alerta Kiss, canal de denúncias sobre irregularidades em estabelecimentos, além de debates sobre saúde mental e proteção contra incêndios, destacando a mobilização pela memória e segurança.

Processo judicial resultou na condenação de quatro réus, atualmente em regime semiaberto, e inspirou a criação da Lei Kiss, que endureceu normas de prevenção a incêndios no Rio Grande do Sul; Memorial às Vítimas da Boate Kiss está em construção com inauguração prevista para 2027.

Treze anos após a tragédia que abalou o país, Santa Maria (RS) dedica esta terça-feira (27) à memória das 242 vítimas do incêndio na boate Kiss. Familiares, sobreviventes e a comunidade local participam de uma série de homenagens que incluem a leitura dos nomes dos mortos e o tradicional "minuto do barulho", uma forma de protesto em que as pessoas fazem barulho, como palmas, gritos, buzinas ou sirenes.

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O dia também é marcado pelo lançamento do Alerta Kiss, um canal de denúncias sobre irregularidades em estabelecimentos e uma programação com mesas de debate sobre saúde mental e, principalmente, a proteção contra incêndios

Desde a noite de segunda-feira (26), a cidade vive momentos de reflexão, com a realização de uma vigília e uma caminhada luminosa até a Rua dos Andradas, onde ficava a casa noturna.

O legado de luto e a busca por justiça

O incêndio, iniciado por um artefato pirotécnico durante o show de uma banda, resultou na morte de 242 pessoas e deixou mais de 630 feridos, a maioria por inalação de fumaça tóxica.

Após um longo processo judicial, os quatro réus condenados pelo incêndio, dois sócios da boate e dois integrantes da banda, tiveram as penas reduzidas em agosto de 2025 e, atualmente, cumprem a pena em regime semiaberto. .

Após a tragédia, o Rio Grande do Sul implementou a chamada Lei Kiss, que endureceu as regras para a prevenção e combate a incêndios.

No endereço do incêndio, está em construção o Memorial às Vítimas da Boate Kiss, que tem previsão de conclusão para o primeiro semestre de 2026, com a inauguração oficial planejada para 2027.

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