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Trump ameaça Colômbia com ação militar e crítica México e Cuba

Em entrevista a bordo do avião presidencial, americano disse que líder colombiano é “um homem doente” e que operação contra Bogotá “soa bem” para ele

Eduardo Frumento
EDUARDO FRUMENTO

05/01/2026 • 07:02 • Atualizado em 05/01/2026 • 07:02

Trump ameaça a Colômbia a bordo do avião presidencial

Trump ameaça a Colômbia a bordo do avião presidencial

Foto: Reuters

O presidente Donald Trump disse na noite deste domingo (4) que o colombiano Gustavo Petro é “um homem doente” e uma operação militar contra a Colômbia “soa bem” para ele. A fala ocorre após a inédita ação realizada na Venezuela no último sábado (3), que terminou com a captura de Nicolás Madura e de Cilia Flores, esposa do então ditador.

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O líder colombiano já foi alvo de sanções americanas nos últimos meses e, segundo Trump, mantém laboratórios de produção de cocaína vendida nos Estados Unidos.

As declarações a bordo do Air Force One, o avião presidencial, ocorreram enquanto o americano retornava a Washington após passar o fim do ano em Mar-a-Lago, na Flórida, onde mantém uma residência com campo de golfe.

Ainda durante a conversa com os jornalistas, Trump criticou o México e disse que o país precisa “se organizar”, ao mesmo tempo em que desdenhou de Cuba. Para ele, a ilha “está prestes a ser nocauteada”, dispensando uma intervenção militar.

As falas do líder americano alimentam as tensões na América Latina, região considerada sob a influência dos Estados Unidos. O país ainda mantém uma força militar grande na região do Caribe, com a estimativa de que mais de 10 mil homens estejam alocados em bases e embarcações deslocadas para a região.

Desde agosto, o Pentágono tem redirecionado a força americana para a região, quando Trump passou a fazer ameaças concretas contra a Venezuela. A escalada da tensão teve o ápice no última sábado (3), quando 150 aviões e embarcações americanas foram utilizadas na primeira ação militar direta contra uma nação na América do Sul.

Bombardeios foram lançados contra Caracas e outras três regiões venezuelanas, enquanto o ditador Nicolás Maduro e a esposa eram capturados pelas forças especiais. Ambos foram levados a Nova York e acusados de crimes como narcoterrorismo e conspiração armada.