
Netanyahu e Trump em encontro no Salão Oval da Casa Branca
Kevin Mohatt/Reuters
Resumo
Plano de cessar-fogo em Gaza é anunciado pelo presidente Donald Trump, propondo a libertação de reféns e prisioneiros, retirada das forças israelenses e um governo transitório com supervisão internacional. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apoia a iniciativa, enquanto o Hamas ainda não acessou o documento.
Condições do cessar-fogo incluem entrega de reféns pelo Hamas, libertação de prisioneiros palestinos por Israel e distribuição de ajuda humanitária, com a proibição da anexação de Gaza por Israel. O plano também prevê retirada escalonada das tropas israelenses, verificação de desarmamento e reconstrução de infraestrutura civil.
Trump ameaça apoio militar a Israel se o Hamas rejeitar o acordo, enquanto Netanyahu vê o plano como chance de encerrar o conflito, mas está pronto para agir militarmente se necessário. Uma força internacional de estabilização é proposta para segurança durante o período transitório.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (29) um novo plano para um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza mediante aceitação das partes, libertação de reféns e prisioneiros, retirada gradual das forças israelenses e criação de um governo transitório sob supervisão internacional. Segundo Trump, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manifestou apoio aos termos gerais da iniciativa, enquanto o grupo terrorista Hamas afirma que ainda não teve acesso ao documento. O “plano para Gaza” reúne 20 a 21 pontos, organizados em fases que incluem desmilitarização do território, verificação por monitores independentes e um arranjo administrativo temporário com foco em reconstrução e assistência humanitária.
O anúncio foi feito na Casa Branca, em Washington, durante coletiva com Netanyahu. De acordo com o cronograma apresentado, a primeira etapa condiciona o cessar-fogo a compromissos simultâneos: a entrega de todos os reféns que seguem em poder do Hamas e a libertação de prisioneiros palestinos por Israel, além da abertura e da distribuição de ajuda humanitária sob coordenação de orgãos nternacionais. A proposta veda a anexação de Gaza por Israel e prevê a retirada escalonada das tropas, à medida que avançarem as verificações de desarmamento e de não reconstrução de infraestrutura militar no enclave.
Trump afirmou que, caso o Hamas rejeite os termos, os Estados Unidos darão “pleno apoio” a Israel para prosseguir militarmente contra o grupo. Já Netanyahu sustentou que o documento representa uma oportunidade para encerrar o conflito, mas reiterou que Israel “terminará o trabalho” se não houver acordo. O governo norte-americano também sinalizou a criação de uma força internacional de estabilização para atuar na segurança interna durante o período transitório, etapa associada à desradicalização e ao desmantelamento de estruturas de grupos armados.
O que está no plano de Trump para Gaza
Entre os eixos centrais, o plano para Gaza estabelece: cessar-fogo monitorado; libertação de reféns e prisioneiros; demilitarização com verificação independente; reconstrução massiva de infraestrutura civil; administração temporária internacional (descrita por auxiliares como um “conselho” ou “board de paz”) sem participação do Hamas; e passos subsequentes para reformas na Autoridade Palestina e retomada de um processo político que poderá levar a discussões sobre status final. Em versões divulgadas à imprensa, o documento também abre espaço para anistia e saída segura a integrantes do Hamas que depuserem armas e se comprometerem com a paz, ponto que enfrenta resistências de diferentes atores regionais.
A dimensão humanitária é tratada como prioridade na fase inicial, com promessas de corredores seguros e de um mecanismo para entrada de suprimentos sob administração das Nações Unidas, Crescente Vermelho e outras agências não vinculadas às partes em conflito. Em paralelo, está prevista a criação de um fundo multilateral para reconstrução, com ênfase em serviços essenciais (água, energia, saneamento, saúde) e em projetos de reabilitação econômica, incluindo a perspectiva de uma zona econômica especial para estimular emprego e investimento.
Contexto e cobertura relacionada
A proposta apresentada nesta segunda se soma a iniciativas anteriores e reflete idas e vindas na relação entre Washington e Jerusalém desde o início da guerra. Até que haja assinaturas e garantias executáveis, a situação no terreno permanece volátil e sujeita a mudanças rápidas.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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