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Trump e Lula devem se reunir em breve para negociar fim do “tarifaço” americano

Presidente dos EUA e do Brasil já haviam indicado que poderiam conversar durante a Assembeia Geral das Nações Unidas (ONU)

Da Redação
DA REDAÇÃO

06/10/2025 • 17:55 • Atualizado em 06/10/2025 • 17:55

Lula e Trump se falaram nesta segunda-feira (06)

Lula e Trump se falaram nesta segunda-feira (06)

Arquivo/Reuters

Resumo

Diálogo entre Lula e Trump: O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos EUA, Donald Trump, tiveram uma vídeochamada produtiva e discutem um possível encontro futuro.

Tensões comerciais: As relações entre Brasil e EUA estão estremecidas devido a um aumento de tarifas impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros.

Resolução e cooperação: Ambos os líderes expressam intenções de resolver as questões comerciais e fortalecer o diálogo entre os dois países, com possíveis novos encontros sendo discutidos para aprofundar as relações bilaterais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se encontrar em breve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de melhorar as relações diplomáticas dos dois países, que são aliados históricos. Os líderes confirmaram nesta segunda-feira (6) que conversaram por vídeochamada e classificaram o diálogo como ‘muito produtivo’.

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Na possível reunião, Lula deve exigir a revogação do tarifaço de 40% aplicado pelos EUA sobre importações brasileiras, além de pavimentar um novo entendimento comercial entre os dois países.

Contexto da tensão entre Brasil e EUA

Do julgamento de Bolsonaro ao “tarifaço”

A escalada das tensões diplomáticas começou durante o processo judicial no Supremo Tribunal Federal (STF) que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, tema sobre o qual Trump vem expressando solidariedade. A Casa Branca justificou a taxação citando o que chamou de “caça às bruxas” contra Bolsonaro e alegando desequilíbrios comerciais com o Brasil.

Em 2 de abril de 2025, o republicano já havia anunciado um pacote de tarifas, apelidado de “Dia da Libertação”, que incluiu inicialmente alíquotas de 10% sobre importações de países considerados ‘rivais comerciais da economia norte-americana', entre eles o Brasil.

Posteriormente, em 9 de julho, o americano anunciou o aumento das taxas, elevando-as a 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. A Casa Branca, porém, manteve quase 700 produtos como exceções da maior alíquota, mantendo apenas os 10% já aplicados em abril.

O Brasil reagiu formalmente: apresentou queixa à Organização Mundial do Comércio (OMC) e acionou a recém-aprovada Lei da Reciprocidade Comercial (Lei nº 15.122/2025), anunciando que poderá aplicar tarifas retaliatórias sobre produtos norte-americanos de valor equivalente.

Além disso, os Estados Unidos suspenderam vistos de autoridades brasileiras, entre elas ministros do STF, alegando abuso de medidas de censura e perseguição política.

A reunião na Assembleia Geral da ONU

Em setembro de 2025, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), Trump e Lula se encontraram brevemente e trocaram palavras amistosas. Trump mencionou que havia “excelente química” entre os países e expressou a intenção de aprofundar o diálogo.

Foi nesse contexto que começaram as articulações para formalizar uma reunião bilateral mais robusta.

O diálogo virtual e os sinais de aceno mútuo

Na sequência desses movimentos diplomáticos, nesta segunda o brasileiro e o americano realizaram uma videoconferência de aproximadamente 30 minutos. Segundo o governo brasileiro, a conversa foi “positiva” e envolveu temas como comércio, economia e possível encontro presencial.

O petista solicitou formalmente que o republicano revogue, ou ao menos revise, as tarifas impostas sobre produtos brasileiros — argumentando ainda que o Brasil está entre os poucos países com os quais os EUA mantêm superávit comercial.

Nas redes sociais, Trump descreveu o diálogo como “muito bom” e disse que poderá haver novas conversas podem acontecer muito “em breve”, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

No Brasil, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, disse que está ‘otimista’ com uma possível reunião. Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o primeiro contato entre os dois presidentes foi ‘positivo’.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br