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Vitória de Trump nos EUA acelerou acordo entre Mercosul e UE, avalia especialista

Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM, explicou como impacto das eleições norte-americanas diminuiu a rejeição do acordo entre os países que compões os dois blocos

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06/12/2024 • 11:56 • Atualizado em 06/12/2024 • 11:56

Exatamente um mês após o anúncio da eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, representantes do Mercosul e a presidente da Comissão Europeia assinam um acordo de livre comércio entre os dois blocos econômicos.

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Para o professor de Relações Internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan, que concedeu uma entrevista exclusiva à BandNews FM, há uma ligação entre os dois acontecimentos históricos e o retorno de Trump à Casa Branca influenciou na resolução dos conflitos entre Mercosul e UE.

O especialista relembra que Trump prometeu um modelo econômico protecionista neste segundo mandato e com a possibilidade de impor barreiras tarifárias para determinados países, caso estes não se alinhem a suas vontades.

"Os Estados Unidos são um vetor fundamental do comércio mundial. Eles compram 15% das importações do mundo, são o grande freguês. É nesse contexto que os 'nãos' [as rejeições ao acordo entre sul-americanos e europeus] diminuíram. É nesse contexto que os negociadores sentaram para se entender, havia um problema maior", analisou.

Trevisan ainda ressaltou que o acordo entre Mercosul e União Europeia pode ser entendido como uma "tábua de salvação para os dois lados".

"Os europeus precisavam do mercado latino-americano para continuar comercialmente relevante. A América Latina precisava do mercado europeu para poder crescer e gerar recurso", completou.