
Trump Casa Branca
Doug Mills/Reuters
Resumo
A operação militar dos Estados Unidos em Caracas que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, foi exaltada como brilhante pelo presidente Donald Trump, que destacou o sucesso da ação sem baixas americanas e reforçou o poderio militar norte-americano.
As reações internacionais incluíram condenação da comunidade internacional, com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e líderes de Brasil, Espanha, Colômbia e União Europeia expressando preocupação, criticando a violação da soberania venezuelana e do direito internacional.
Governo dos Estados Unidos anunciou que irá administrar a Venezuela até transição segura, com empresa de petróleo americana responsável pelos recursos do país, enquanto o governo interino de Delcy Rodríguez afirma que Nicolás Maduro permanece presidente e há protestos financiados por opositores segundo Trump.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou nesta terça-feira (6) em um encontro do Partido Republicano, em Washington, exaltando a operação militar que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, no último sábado (3).
Ele reforçou o poderio militar norte-americano, classificou a ação como brilhante e afirmou que o ataque pegou os venezuelanos de surpresa. Trump ainda mencionou que houve muitos mortos do lado venezuelano, apesar de nenhuma baixa americana.
"Tivemos um dia de sucesso. Os Estados Unidos provaram mais uma vez que têm o maior e o mais forte exército do planeta, ninguém tem a qualidade que temos. Ninguém pode nos derrotar", afirmou o presidente.
Sem citar diretamente o nome de Maduro, Trump o descreveu como um "homem violento, que torturou e matou muitas pessoas".
Na madrugada do último sábado (3), forças militares dos Estados Unidos realizaram uma operação em Caracas, capital da Venezuela, que culminou na captura de Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.
A ação militar dos EUA gerou forte reação da comunidade internacional. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos considerou que a intervenção "prejudica a arquitetura da segurança internacional". Líderes de países como Brasil, Espanha e Colômbia, além da União Europeia, expressaram "profunda preocupação" e condenaram a violação da soberania venezuelana e do direito internacional.
No discurso, Trump também acusou opositores de financiarem protestos contra a prisão de Maduro. O presidente americano já havia declarado que os EUA irão governar o país até que possa realizar uma transição segura e que uma empresa de petróleo norte-americana ficará responsável por administrar os recursos da Venezuela, que detém uma das maiores reservas de petróleo do mundo.
Enquanto isso, o governo interino de Delcy Rodríguez tenta se estabelecer em Caracas e afirma que o único presidente da Venezuela é Nicolás Maduro.
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