
Trump discursa no Fórum Econômico Mundial em Davos
REUTERS/Jonathan Ernst
Resumo
Discurso de Donald Trump no Fórum Econômico Mundial, em Davos, destacou o interesse dos Estados Unidos em adquirir a Groenlândia por motivos de segurança nacional, ressaltando que apenas o país poderia defender o território e descartando o uso da força militar.
Tensões diplomáticas com Dinamarca e Groenlândia aumentaram após a manifestação do interesse na compra da ilha, enquanto autoridades locais reiteraram que o território não está à venda; Trump também criticou duramente Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, e afirmou que anunciará um sucessor em breve.
Expectativa internacional gira em torno dos próximos movimentos de Trump, incluindo a sucessão no comando do Fed, com possibilidade de mudanças na política monetária dos Estados Unidos e impactos na economia global, enquanto o mandato de Powell no conselho do Fed se estende até 2028.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (21), durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que os EUA são a única nação capaz de defender a Groenlândia e, embora tenha descartado o uso da força, insistiu no interesse em adquirir o território. O republicano também aproveitou o evento para criticar duramente o presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano), Jerome Powell, e afirmou que anunciará um sucessor "em breve".
Interesse estratégico na Groenlândia
Donald Trump dedicou parte considerável de seu discurso para justificar o interesse na Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, como uma questão de segurança nacional. Segundo o presidente, apenas os Estados Unidos poderiam garantir a proteção da ilha, que considera estratégica.
Apesar de ter elevado o tom contra a Dinamarca, Trump assegurou que não pretende usar força militar para obter o território. A intenção de compra da ilha foi manifestada pela primeira vez em 2019 e, desde então, tem sido motivo de tensões diplomáticas. Autoridades dinamarquesas e groenlandesas já afirmaram repetidamente que o território não está à venda.
Sucessão no Banco Central
Outro ponto de destaque no pronunciamento foi a crítica contundente à política monetária do Federal Reserve. Trump voltou a atacar Jerome Powell, a quem indicou para o cargo, afirmando que os juros altos impedem o crescimento da economia norte-americana.
Trump afirmou que deve anunciar "em breve" o nome do novo presidente da instituição, já que o mandato de Powell à frente do Fed termina em maio. A escolha, no entanto, precisa ser aprovada pelo Congresso americano. A relação entre Trump e Powell é marcada por atritos, com o presidente pressionando por uma redução das taxas de juros.
Próximos passos
A insistência de Trump na questão da Groenlândia deve manter as relações com os aliados europeus sob tensão. No cenário econômico, a expectativa se volta para o anúncio do sucessor de Jerome Powell no Fed.
A indicação de um novo nome alinhado a Trump pode alterar a condução da política monetária nos Estados Unidos, com possíveis reflexos na economia global. O mandato de Powell como membro do conselho de governadores, no entanto, se estende até 2028, o que lhe permitiria continuar na diretoria mesmo sem ocupar a presidência.
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