
Trump observado por Waltz, à época, do Conselho de Segurança
Kevin Lamarque/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destituiu o conselheiro de segurança nacional Mike Waltz, nesta quinta-feira (1º). A função será acumulada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, de forma interina. Esta é a primeira grande reformulação do primeiro escalão de confiança do governo de Trump desde que ele começou o segundo mandato, em janeiro.
Waltz foi acusado de adicionar, de forma acidental, o editor da revista The Atlantic, publicação crítica ao governo Trump, a um grupo privado em que eram discutidos planos militares dos EUA no Iêmen. Posteriormente, a revista noticiou o incidente, sem revelar detalhes que expusessem planos secretos do país. Em uma reunião após o ocorrido, Trump chegou a expressar a preferência por manter conversas dessa importância em ambientes seguros, em um claro sinal do descontentamento. Na ocasião, Waltz estava presente no evento.
A imprensa americana diz ainda que o agora ex-conselheiro de segurança era muito agressivo para o presidente dos Estados Unidos e que era visto como alguém que não coordenava efetivamente a política externa entre diversas agências, um papel que quem ocupa a função deveria exercer.
Em uma publicação na Truth Social, rede social da qual é dono, Trump escreveu que nomeará Waltz novo embaixador dos EUA na ONU. Segundo ele, o então conselheiro “tem trabalhado duro para colocar os interesses da nossa nação [Estados Unidos] em primeiro lugar”.
A demissão encerra um mês turbulento na equipe de segurança nacional de Trump. Desde 1º de abril, pelo menos 20 integrantes do Conselho de Segurança Nacional foram demitidos. Durante o mês, também foi afastado do cargo o diretor da Agência de Segurança Nacional (NSA) e três indicados políticos de alto escalão do Pentágono deixaram os cargos.
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