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Trump oficializa Conselho da Paz e volta a falar em reconstrução de Gaza

Órgão foi anunciado em Davos, prevê cobrança de US$ 1 bilhão por assento permanente e inclui convite ao Brasil

Por Redação
REDAÇÃO

22/01/2026 • 08:22 • Atualizado em 22/01/2026 • 08:22

Isabela Mota

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou nesta quinta-feira(22) a criação do chamado Conselho da Paz na Faixa de Gaza. O anúncio foi feito durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. De acordo com a proposta apresentada, mais de 60 países foram convidados a integrar o novo órgão internacional, entre eles o Brasil. Para ter direito a um assento permanente, no entanto, os países precisariam desembolsar o valor de US$ 1 bilhão. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não tomou uma decisão sobre a participação brasileira.

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Pelas regras anunciadas por Donald Trump, o Conselho da Paz teria uma estrutura centralizada, com o próprio presidente norte-americano ocupando o cargo máximo do grupo. O mandato, segundo a proposta, seria vitalício, além de conceder amplos poderes de decisão ao chefe do Executivo dos Estados Unidos.

Durante o discurso de cerca de 15 minutos na cerimônia de lançamento, Donald Trump afirmou que o ponto de partida do Conselho da Paz será a reconstrução de Gaza. O presidente norte-americano voltou a mencionar a ideia de transformar a região em uma área turística, com características semelhantes às de um resort, descrita por ele como uma ilha paradisíaca. Segundo Trump, a iniciativa faria parte de um esforço mais amplo para garantir desenvolvimento econômico e estabilidade no Oriente Médio.

Discurso destaca balanço de governo e reconstrução de Gaza

No mesmo pronunciamento, Donald Trump fez um balanço do primeiro ano de seu mandato à frente dos Estados Unidos. Ele afirmou que seu governo promoveu a paz no Oriente Médio e teria sido responsável pela resolução de oito conflitos armados. Segundo o presidente, nenhum outro governo teria alcançado tantos resultados em apenas 12 meses.

Trump também falou sobre a economia norte-americana. De acordo com ele, os Estados Unidos vivem um momento de grande força econômica e, quando isso acontece, o impacto positivo se espalharia por todo o mundo. O presidente declarou que o país nunca teve uma economia tão forte em tão pouco tempo. As afirmações foram feitas durante o discurso em Davos, sem detalhamento adicional sobre indicadores econômicos.

Ainda no evento, Donald Trump voltou a comentar a eleição presidencial que perdeu para Joe Biden. Ele afirmou que o pleito teria sido fraudado e declarou que, segundo sua avaliação, o mundo não estaria em situação de instabilidade se ele tivesse permanecido no comando dos Estados Unidos naquele período. As declarações fizeram parte de um discurso mais amplo, no qual o presidente buscou reforçar sua visão de liderança global.

Relações internacionais, ONU e presença de líderes aliados

O presidente norte-americano também abordou a situação da Venezuela durante a fala. Segundo Trump, há atualmente um bom relacionamento entre autoridades dos Estados Unidos e líderes venezuelanos desde a prisão de Nicolas Maduro. O republicano declarou que já teriam sido extraídos 50 milhões de barris de petróleo do país latino-americano. De acordo com Trump, a Venezuela poderia prosperar com o apoio dos Estados Unidos.

Em relação à atuação internacional do Conselho da Paz, Donald Trump disse que os projetos de reconstrução de Gaza e os auxílios previstos serão realizados em parceria com a Organização das Nações Unidas. O presidente afirmou enxergar potencial dentro da ONU, mas avaliou que a entidade não saberia aproveitar suas próprias capacidades. Segundo ele, o novo conselho mostraria um caminho para os países integrantes.

A cerimônia de lançamento contou com a presença de líderes que já teriam oficializado a entrada no Conselho da Paz. Entre eles, estava o presidente da Argentina, Javier Milei.

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