Band News FM
BandNews FM

Trump se reúne com Netanyahu e se mostra otimista com acordo sobre conflito em Gaza

Apesar do otimismo de Trump, a concretização de um cessar-fogo duradouro depende de concessões complexas que, até o momento, nem Israel nem o Hamas se mostraram dispostos

FELIPE KIELING

29/09/2025 • 09:08 • Atualizado em 29/09/2025 • 09:08

Resumo

Presidente Donald Trump impulsiona novo acordo de paz para a Faixa de Gaza, discutindo um plano com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que inclui o cessar-fogo e a desmilitarização do Hamas.

Plano de paz apresentado por Trump na Assembleia Geral da ONU conta com 21 pontos, incluindo a desradicalização do sistema educacional em Gaza e é apoiado por várias nações árabes.

Obstáculos significativos surgem tanto por parte de Israel, que rejeita a solução de dois Estados, quanto pelo Hamas, que resiste às exigências de desarmamento e exclusão política, mantendo o cenário de incerteza na região.

Uma nova tentativa de acordo de paz para a Faixa de Gaza está em pauta, impulsionada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi discutido um plano abrangente que visa um cessar-fogo definitivo no longo conflito.

Compartilhar

Trump se mostra muito otimista com a proposta, afirmando ter o apoio de diversas nações árabes. Para o presidente americano, o sucesso nas negociações poderia, segundo seus apoiadores, render-lhe o cobiçado Prêmio Nobel da Paz.

De acordo com o correspondente Felipe Kieling, o plano de paz, que teria 21 pontos, é considerado mais profundo e abrangente que tentativas anteriores. A proposta foi apresentada por Trump a líderes de países árabes durante a Assembleia Geral da ONU.

O documento prevê, entre outras coisas, a desmilitarização do Hamas, exigindo que o grupo entregue suas armas e não tenha participação no futuro governo de Gaza, além de um processo de "desradicalização" do sistema educacional na região.

No entanto, o plano enfrenta obstáculos significativos de ambos os lados. Pelo lado de Israel, a proposta inclui um caminho para a solução de dois Estados, algo que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu rejeitou publicamente em seu discurso na ONU.

A recusa israelense é fortemente influenciada pela coalizão de governo de Netanyahu, composta por políticos da extrema-direita que se opõem à criação de um Estado palestino.

Do outro lado do impasse, o Hamas afirma ainda não ter recebido oficialmente nenhuma proposta, mas se diz disposto a estudá-la. Contudo, as exigências de desarmamento e exclusão política são pontos que o grupo historicamente rechaçou.

Apesar do otimismo de Trump, a concretização de um cessar-fogo duradouro depende de concessões complexas que, até o momento, nem Israel nem o Hamas se mostraram dispostos a fazer, mantendo o cenário de incerteza no Oriente Médio.