Os países da União Europeia fecharam um acordo de última hora sobre as próprias metas climáticas para 2040. A meta original, que visava uma redução de 90% das emissões de CO2, foi flexibilizada, com o novo objetivo ficando em 85%, com a possibilidade de compensações de até 5% por meio de créditos de carbono comprados de países com metas menos ambiciosas.
Felipe Kieling, correspondente da Band em Londres, explicou no Jornal BandNews FM que o novo acordo foi resultado da pressão de países com setores industriais vulneráveis, como a Polônia e a Romênia, que enfrentam dificuldades para investir em energia limpa devido aos altos custos energéticos.
Os críticos apontam que o recuo na meta climática representa um afastamento das ambições ambientais da UE, mas a decisão também reflete os desafios econômicos e geopolíticos enfrentados pelos países europeus. A crise energética, agravada pela interrupção do fornecimento de gás da Rússia, afetou a competitividade de várias indústrias e dificultou os investimentos em fontes de energia mais limpas.
Mesmo com a flexibilidade nas metas, o acordo é um passo importante para que a União Europeia se apresente como líder nas questões climáticas na próxima COP, embora o compromisso agora seja mais modesto do que o originalmente proposto. O consenso alcançado ainda permite à UE mostrar sua intenção de atuar contra as mudanças climáticas, mas com uma agenda mais pragmática.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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