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Herpes Zoster: o que todo adulto precisa saber sobre prevenção e vacina

Consulta pública avalia inclusão da imunização no sistema público para idosos e pessoas com imunidade baixa

Por Redação
REDAÇÃO

24/10/2025 • 15:22 • Atualizado em 24/10/2025 • 15:22

Saúde

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Resumo

A discussão sobre a inclusão da vacina contra o herpes zoster no SUS visa proteger idosos acima de 80 anos e imunocomprometidos acima de 18 anos, com consulta pública em andamento e resultados a serem anunciados pelo Ministério da Saúde.

O aumento de 10% nos casos de herpes zoster entre 2023 e 2024 sublinha a importância da vacinação, apesar do desconhecimento geral sobre a doença no Brasil, conforme indicado pela diretora Soraya Araújo da Colabore com o Futuro.

O infectologista Renato Kfouri, membro da OPAS, explica que o herpes zoster resulta da reativação do vírus da catapora, com prevalência em idosos devido à imunossenescência, e que a nova vacina de segunda geração, eficaz em 90% a 95% dos casos, está sendo avaliada para inclusão no Programa Nacional de Imunizações.

A incorporação da vacina contra o herpes zoster ao SUS está em debate no Brasil, com foco na prevenção em idosos a partir de 80 anos e em pessoas imunocomprometidas com mais de 18 anos. O tema está em consulta pública e deve ter seus resultados divulgados em breve pelo Ministério da Saúde.

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Segundo a pasta, os casos da doença cresceram 10% entre 2023 e 2024, o que reforça a urgência da discussão sobre prevenção e imunização. Apesar do aumento nas notificações e internações, muitos brasileiros ainda desconhecem o herpes zoster, também chamado de cobreiro.

A diretora da organização Colabore com o Futuro, Soraya Araújo, explica que o debate é essencial:

“O herpes zoster ainda é pouco conhecido, mas tem um impacto enorme na vida das pessoas. Nosso compromisso é continuar trabalhando para ampliar o debate e o acesso à imunização no Brasil.”

O que é o herpes zoster

O infectologista Renato Kfouri, integrante do Grupo Consultivo Estratégico sobre Doenças Preveníveis por Vacinas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), explica que o herpes zoster é uma reativação do vírus da catapora (Varicella Zoster), infecção geralmente adquirida na infância.

“Cerca de 95% dos adultos acima de 50 anos já tiveram contato com o vírus, mesmo que não se lembrem da catapora”, diz o especialista.

O vírus permanece adormecido nos gânglios nervosos próximos à coluna e pode “acordar” anos depois, especialmente em pessoas com queda de imunidade ou envelhecimento natural. As lesões típicas aparecem em forma de bolhas dolorosas, geralmente em apenas um lado do corpo.

Sintomas e complicações

A principal complicação é a neuralgia pós-herpética, uma dor intensa e persistente que pode durar meses ou até anos. “O risco aumenta com a idade, e o controle da dor é difícil, especialmente em idosos”, afirma Kfouri.

Outros possíveis efeitos incluem problemas oculares, infecções de pele e até riscos cardiovasculares, como AVC e infarto. Estudos apontam que a inflamação causada pela doença pode afetar os vasos sanguíneos.

Por que afeta mais pessoas acima dos 50 anos

Com o envelhecimento, o sistema imunológico perde eficiência — fenômeno conhecido como imunossenescência. Isso facilita a reativação do vírus. Além da idade, o risco também cresce em pessoas com doenças crônicas, HIV, câncer ou que usam medicamentos imunossupressores.

Vacina: a principal forma de prevenção

O herpes zoster não é contagioso. A doença é resultado da reativação de um vírus que já está no corpo.

“A boa notícia é que há vacinas eficazes para prevenir a doença”, afirma Kfouri.

A nova vacina de segunda geração é recomendada para pessoas a partir de 50 anos e imunocomprometidos com mais de 18. O esquema tem duas doses, com intervalo de dois meses, e apresenta eficácia entre 90% e 95%. Além de prevenir o aparecimento das lesões, reduz o risco de neuralgia pós-herpética.

O Ministério da Saúde avalia a inclusão da vacina no Programa Nacional de Imunizações (PNI), priorizando os grupos mais vulneráveis.

Possíveis sequelas e novas descobertas

Mesmo após a recuperação das feridas, é possível que a dor crônica permaneça no trajeto do nervo afetado. Pesquisas recentes indicam ainda possíveis vínculos com aumento do risco cardiovascular e de doenças neurológicas, como a demência e o Alzheimer, embora as evidências ainda estejam em estudo.

A prevenção, reforçam os especialistas, é a forma mais eficaz de evitar a doença e suas complicações. Além disso, tramita no Congresso um projeto de lei que cria o Dia Nacional de Conscientização sobre o Herpes Zoster, proposto para 4 de junho, com o objetivo de ampliar o debate e incentivar a imunização.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br

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