
Zelensky
Stefan Rousseau/Pool via REUTERS
Resumo
Proposta de paz apresentada por Donald Trump à Ucrânia, composta por 28 pontos, exige concessões significativas como limitação do exército, abandono da adesão à OTAN e reconhecimentos territoriais favoráveis à Rússia.
Resposta de Volodymyr Zelensky destaca momento difícil, recusa de imposições sem participação de Kiev nas negociações, defesa da liberdade e soberania do país, além de abertura para diálogo com alternativas à proposta dos EUA.
Coordenação de Zelensky com aliados europeus inclui conversações com líderes da França, Alemanha e Reino Unido para alinhar resposta, ressaltando necessidade de envolvimento de todos os atores relevantes em qualquer processo de paz duradouro e prazo limite definido por Trump até quinta-feira (27) para análise da proposta.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, respondeu nesta sexta-feira (21) à proposta de paz de 28 pontos apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pôr fim à guerra com a Rússia.
O ucraniano definiu o momento como “muito difícil” e afirmou que seu país enfrenta a escolha entre “perder dignidade ou um aliado importante”.
Ele reafirmou que Kiev não aceitará imposições sem participação própria nas negociações e salientou que qualquer acordo deverá garantir a liberdade e a soberania da Ucrânia.
Principais críticas de Zelensky
Zelensky enfatizou que a Ucrânia não será obrigada a aceitar um acordo que comprometa a sua liberdade ou dignidade.
“Este é um dos momentos mais difíceis da nossa história… Agora, a Ucrânia pode enfrentar uma escolha muito difícil — ou perder dignidade ou arriscar perder um parceiro importante”, afirmou o ucraniano.
Ele também disse que está preparado para oferecer alternativas à proposta dos EUA, o que indica abertura para diálogo, mas com condições.
Resistência às concessões impostas
A proposta de 28 pontos — elaborada sem a participação formal de Kiev, apontam as fontes — exige concessões significativas da Ucrânia, como limitação do seu exército, abandono de adesão à OTAN e reconhecimentos territoriais favoráveis à Rússia.
Zelensky classificou tais exigências como inaceitáveis e afirmou que “não trairá” o seu país aceitando termos desfavoráveis.
Coordenação com aliados europeus
Além de comunicar-se com Washington, Zelensky afirma ter mantido conversações com líderes da França, Alemanha e Reino Unido para alinhar a resposta europeia. Ele ressaltou que qualquer processo de paz duradouro deve envolver todos os atores relevantes — não apenas EUA e Rússia.
Trump definiu que o prazo limite para que Zelensky analise a proposta é até quinta-feira (27).
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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