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BandNews em Forma recebe Beto Pandiani e mostra como velejar une saúde, preparo e vida leve

No BandNews em Forma, Beto Pandiani explica como a vela pode transformar hábitos, fortalecer o corpo e treinar a mente — do equipamento certo à rotina de treinos

Por Redação
REDAÇÃO

20/09/2025 • 17:17 • Atualizado em 20/09/2025 • 17:17

Isabela Mota

O BandNews em Forma deste fim de semana recebeu o velejador e escritor Beto Pandiani para uma conversa sobre como velejar vai além do esporte e pode se tornar um estilo de vida. No programa, apresentado por Isabela Mota e Camila Hirsch, o convidado detalhou experiências de expedições sem cabine e sem motor, os aprendizados de 30 anos de travessias e o impacto do contato com a natureza na saúde física e mental. Ao longo da entrevista, Pandiani explicou o que muda do Caribe ao Ártico, como se preparar para viagens longas, quais equipamentos priorizar e por que é possível começar na vela mesmo depois dos 40.

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Benefícios de velejar para a saúde

Para Pandiani, a vela é uma escola de autocuidado e presença. Em barcos leves e expostos aos elementos, o corpo aprende a diferenciar necessidade de desejo: “viagem leve, viagem longe”, resumiu. A convivência com calor, frio, chuva e vento exige planejamento de sono, alimentação e recuperação, o que transfere para a vida cotidiana uma percepção mais fina de energia e foco. Nas palavras do convidado, a tempestade ensina a calibrar o “medo real” — que pede atenção e estratégia — e a conter o “medo imaginário”, que paralisa. O resultado, diz, é uma mente treinada para decidir sob pressão, com confiança na parceria a bordo.

Preparação física e mental para velejar

Mesmo em barcos nos quais se passa muito tempo sentado, a base aeróbica é decisiva para recuperar o corpo após noites mal dormidas e períodos de estresse. Para sua travessia pelo Ártico em 2022, aos 65 anos, Pandiani cumpriu um ano e meio de preparação direcionada: equilíbrio (simulando o balanço do casco), força de pernas (pedal), mobilidade articular e estabilidade. Camila Hirsch reforçou que esses componentes podem (e devem) ser treinados na academia com superfícies instáveis, exercícios unilaterais e rotinas que combinem resistência e mobilidade — úteis tanto para manobras quanto para consertos no barco. No plano mental, o velejador destacou a “resiliência dos nãos”: antes de partir, visita dezenas de empresas para patrocínio e aprende a transformar frustração em método e planejamento.

Equipamentos e segurança na vela oceânica

Expedições sem cabine exigem tecnologia “no corpo”. Em viagens frias, roupa seca e camadas modulam a temperatura; nas rotas tropicais, peças com proteção UV (inclusive bonés) são essenciais. Luvas ainda são um desafio — proteger do frio sem perder tato — e o calçado varia: bota náutica no frio, sapatilha em águas quentes e modalidades como kite e wingfoil. A alimentação acompanha o clima e o gasto energético: de comidas liofilizadas a fontes calóricas como bacon e presunto curado em ambientes extremos, sempre com parcimônia e planejamento. Em mares abertos, tubarões e baleias raramente representam risco; já no Ártico, o urso polar exige protocolos de ancoragem, atenção ao vento (cheiro) e, em áreas remotas, plano de contingência.

Como começar a velejar na vida adulta

Segundo Pandiani, é possível começar a velejar depois dos 40 ou 50 anos com grande potencial de qualidade de vida. Escolas especializadas — como as que operam em destinos náuticos tradicionais — oferecem rotas para iniciantes, com embarcações e modalidades diversas (dingue, catamarã, wingfoil, kite). Para quem vem do sedentarismo, o passo zero é criar rotina de base aeróbica, mobilidade e estabilidade; a partir daí, somam-se noções de navegação, leitura de vento e segurança.

Planos e onde acompanhar

Aos 68 anos, Pandiani prepara um novo livro e busca viabilizar uma série documental sobre as oito viagens que já realizou — da Patagônia à Amazônia, do Pacífico à Antártica e ao Ártico. Uma possível nona rota, a trilha dos vikings (Noruega–América do Norte), está no radar, mas depende das etapas editoriais e de captação. Enquanto isso, o público pode rever filmes e relatos em seus canais oficiais e seguir as dicas de treino de Camila Hirsch nas redes.

Saiba mais: confira a editoria de Esportes e a editoria de Saúde no portal.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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