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Venezuela acusa EUA de “ameaça colonialista”

Governo venezuelano critica declaração sobre fechamento do espaço aéreo

AÍSHA MORAES*

30/11/2025 • 10:58 • Atualizado em 30/11/2025 • 10:58

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

REUTERS/Fausto Torrealba

A Venezuela acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de fazer uma “ameaça colonialista” após o líder americano afirmar que o espaço aéreo ao redor do país deveria ser considerado fechado. A resposta de Caracas foi divulgada em meio ao agravamento das tensões militares na fronteira venezuelana com a Guiana.

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Segundo Washington, a sinalização de Trump visa responder ao que o governo americano descreve como um avanço militar de Caracas na região fronteiriça. Autoridades americanas afirmam que movimentos recentes das Forças Armadas venezuelanas representam “risco à estabilidade regional” e justificam uma medida preventiva envolvendo aeronaves dos EUA e aliados.

O governo venezuelano classificou a posição americana como uma provocação. Em nota oficial, Caracas afirmou que reage “com firmeza” às declarações de Trump e destacou que qualquer tentativa de impor controle externo sobre território ou espaço aéreo será tratada como violação da soberania nacional.

Críticas internas a Trump no Congresso dos EUA

As ameaças de Trump também repercutiram no Congresso dos Estados Unidos. Parlamentares democratas e republicanos expressaram indignação com o fato de o presidente não ter buscado aprovação legislativa antes de emitir um posicionamento que pode implicar em ações militares. Para integrantes das duas bancadas, medidas desse tipo exigem consulta prévia ao Legislativo, principalmente quando envolvem possibilidade de conflito.

Parte do Congresso teme que a escalada no discurso possa levar o país a um novo impasse diplomático, como ocorreu em outras intervenções recentes da política externa americana.

*Estagiária sob supervisão de Eduardo Frumento