
Venezuela liberta 15 prisioneiros jornalistas após pressão dos EUA
Reprodução: EFE/Rayner Peña R
Resumo
A Venezuela anunciou a libertação de pelo menos 15 jornalistas e trabalhadores da imprensa presos nos últimos anos, cumprindo parte da promessa feita ao governo dos Estados Unidos.
Oposição e entidades relataram a soltura de nomes como Roland Carreño, Nicmer Evans, Ramón Centeno, Carlos Marcano e Víctor Ugas, com Carreño defendendo o fim dos presos políticos no país.
Organizações como a ONG Foro Penal estimam cerca de 900 presos políticos na Venezuela, com divergências nos números de libertados, e prisões concentradas principalmente durante as eleições presidenciais de 2024, marcadas por denúncias de fraude.
A Venezuela anunciou nesta quarta-feira (14) a libertação de pelo menos 15 jornalistas e trabalhadores da imprensa que foram presos nos últimos anos. A liberdade dos prisioneiros havia sido prometida pelo governo interino venezuelano aos Estados Unidos.
Segundo informações do Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) e do Colégio Nacional de Jornalistas, o ativista e opositor Roland Carreño estava entre os libertos. Outros profissionais da comunicação também foram soltos, como Nicmer Evans, Ramón Centeno, Carlos Marcano e Víctor Ugas.
Roland Carreño se pronunciou nas próprias redes sociais após a libertação na manhã desta quarta-feira (14) e afirmou o desejo de que “não reste nenhum preso político no país”.
A ONG Foro Penal prevê que o país sul-americano possui cerca de 900 presos políticos e, recentemente, 72 desses foram libertados até o momento. Por outro lado, o regime declara que 116 pessoas deixaram a prisão, já o chefe do Parlamento anunciou que 400 pessoas foram libertas, contabilizando o início de dezembro de 2025.
Segundo o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa, as prisões ocorreram durante diferentes períodos, mas principalmente durante as eleições presidenciais de 2024, que foram fraudadas pelo chavismo.

