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Venezuela liberta 15 prisioneiros jornalistas após pressão dos EUA

ONG afirma que país mantém quase mil presos políticos

MARCOS ROCHA*

14/01/2026 • 18:52 • Atualizado em 14/01/2026 • 18:52

Venezuela liberta 15 prisioneiros jornalistas após pressão dos EUA

Venezuela liberta 15 prisioneiros jornalistas após pressão dos EUA

Reprodução: EFE/Rayner Peña R

Resumo

A Venezuela anunciou a libertação de pelo menos 15 jornalistas e trabalhadores da imprensa presos nos últimos anos, cumprindo parte da promessa feita ao governo dos Estados Unidos.

Oposição e entidades relataram a soltura de nomes como Roland Carreño, Nicmer Evans, Ramón Centeno, Carlos Marcano e Víctor Ugas, com Carreño defendendo o fim dos presos políticos no país.

Organizações como a ONG Foro Penal estimam cerca de 900 presos políticos na Venezuela, com divergências nos números de libertados, e prisões concentradas principalmente durante as eleições presidenciais de 2024, marcadas por denúncias de fraude.

A Venezuela anunciou nesta quarta-feira (14) a libertação de pelo menos 15 jornalistas e trabalhadores da imprensa que foram presos nos últimos anos. A liberdade dos prisioneiros havia sido prometida pelo governo interino venezuelano aos Estados Unidos.

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Segundo informações do Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) e do Colégio Nacional de Jornalistas, o ativista e opositor Roland Carreño estava entre os libertos. Outros profissionais da comunicação também foram soltos, como Nicmer Evans, Ramón Centeno, Carlos Marcano e Víctor Ugas.

Roland Carreño se pronunciou nas próprias redes sociais após a libertação na manhã desta quarta-feira (14) e afirmou o desejo de que “não reste nenhum preso político no país”.

A ONG Foro Penal prevê que o país sul-americano possui cerca de 900 presos políticos e, recentemente, 72 desses foram libertados até o momento. Por outro lado, o regime declara que 116 pessoas deixaram a prisão, já o chefe do Parlamento anunciou que 400 pessoas foram libertas, contabilizando o início de dezembro de 2025.

Segundo o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa, as prisões ocorreram durante diferentes períodos, mas principalmente durante as eleições presidenciais de 2024, que foram fraudadas pelo chavismo.

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