
Warner estaria aflita com ofensiva da Paramount; entenda guerra com Netflix
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Resumo
O conselho de administração da Warner Bros. Discovery rejeitou, por unanimidade, a proposta de US$ 108,4 bilhões da Paramount Skydance para aquisição do estúdio.
Avaliação da Warner considerou a oferta da Paramount hostil e arriscada, devido ao alto volume de financiamento por dívida e à falta de garantias para os acionistas, preferindo o acordo de US$ 72 bilhões firmado com a Netflix.
Estimativa da Warner indica que a proposta da Paramount elevaria a dívida do estúdio para US$ 87 bilhões, tornando a operação a maior já financiada principalmente por empréstimos.
O conselho de administração da Warner Bros. Discovery rejeitou, por unanimidade, nesta quarta-feira (7), a proposta de US$ 108,4 bilhões (cerca de R$ 580 bilhões) da Paramount Skydance pela aquisição do estúdio.
De acordo com a empresa, a oferta não se enquadra como uma "proposta superior" ao que está previsto nos termos de fusão firmados com a Netflix no início de dezembro, que quer comprar a empresa de TV e cinema por US$ 72 bilhões (cerca de R$ 382 bilhões).
Apesar do valor oferecido pela Netflix ser menor do que o da concorrente, a Warner avalia que a oferta da Paramount, considerada "hostil", envolve riscos elevados, incluindo um grande volume de financiamento por dívida.
- Uma oferta hostil é quando uma empresa faz uma proposta pela aquisição de outra, sem antes consultar a diretoria do alvo da compra.
- Um financiamento por dívida é quando uma empresa usa empréstimos para bancar uma compra.
"A oferta da Paramount continua oferecendo valor insuficiente, pois depende de um volume elevado de financiamento por dívida. Isso aumenta os riscos de conclusão do negócio e reduz as garantias aos acionistas caso a transação não se concretize. Já o acordo vinculativo com a Netflix oferece mais valor e previsibilidade, sem os riscos e custos relevantes”, afirmou o presidente do conselho.
A Warner afirmou que a proposta da Paramount deixaria o estúdio com uma dívida estimada em U$ 87 bilhões (cerca de R$ 469 bilhões) após a conclusão do negócio, o que tornaria a operação a maior já financiada majoritariamente por empréstimos.
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