
Zelensky admite deixar o cargo por paz e entrada da Ucrânia na Otan
Ukrainian Presidential Press Service/Handout via REUTERS
A Rússia realizou seu maior ataque coordenado com drones contra a Ucrânia desde o início do conflito, na noite deste sábado (22), segundo autoridades ucranianas. Segundo Yuriy Ignat, porta-voz da Força Aérea da Ucrânia, 267 drones foram lançados. Desses, 138 foram interceptados e 119 desapareceram dos radares.
Os drones atingiram cinco regiões do país: Dnipro, Odessa, Poltava, Kiev e Zaporizhzhia. O saldo inicial aponta pelo menos três mortos, incluindo duas vítimas em Kherson e outra em Kryvyi Rih.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a pedir apoio internacional, solicitando “a força de toda a Europa, dos EUA e de todos que buscam uma paz duradoura”. Segundo ele, apenas na última semana, a Ucrânia sofreu mais de 1.150 ataques com drones, além de bombas guiadas e mísseis russos.
O ataque ocorreu na véspera do terceiro aniversário da invasão russa, que será marcado na segunda-feira (24). No mesmo período, Moscou alegou ter abatido 20 drones ucranianos que se dirigiam ao seu território.
A escalada dos ataques ocorre em meio a um momento de turbulência política. O presidente dos EUA, Donald Trump, iniciou negociações de paz com a Rússia sem incluir a Europa ou a própria Ucrânia, gerando desconforto diplomático.
Diante desse cenário, Zelensky mencionou pela primeira vez a possibilidade de deixar o cargo para viabilizar o fim da guerra e a entrada da Ucrânia na Otan. Ele também sugeriu permitir que os EUA explorassem recursos minerais da Ucrânia, caso Washington enviasse tropas para o conflito.
Trump, por sua vez, tem pressionado por novas eleições na Ucrânia e chegou a questionar a popularidade de Zelensky. O governo ucraniano não detalhou se há negociações diretas sobre a saída de Zelensky ou um possível acordo para encerrar o conflito.
A guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em 2022, segue sem perspectiva de resolução. Atualmente, cerca de 20% do território ucraniano está sob ocupação russa. As tropas de Moscou não avançam significativamente, mas também não foram expulsas pelas forças de Kiev.
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