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Zelensky confirma nova conversa com Trump e destaca avanços na frente de combate na Ucrânia

Presidente ucraniano diz que negocia com os EUA envio de mísseis e sistemas Patriot; Rússia reage com preocupação a possível envio de Tomahawks

Por Redação
REDAÇÃO

12/10/2025 • 14:16 • Atualizado em 12/10/2025 • 14:16

Zelensky

Zelensky

Stefan Rousseau/Pool via REUTERS

Resumo

Diálogo entre líderes: O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discutiram reforços na defesa aérea ucraniana e cooperação energética. Essa foi a segunda conversa entre os dois em dois dias, contexto de intensificação dos ataques aéreos russos.

Pressão e negociações: Zelensky destacou a preocupação russa com a possível entrega de mísseis Tomahawk pelos EUA a Ucrânia, interpretando isso como um possível avanço nas negociações de paz. Ele também mencionou que continuará a trabalhar com equipes militares e técnicas dos EUA.

Avanços e reações militares: As forças ucranianas avançaram significativamente no leste e sul da Ucrânia, enquanto a Rússia expressou preocupação com o aumento da ajuda militar americana, temendo uma escalada no conflito. A guerra na Ucrânia persiste com intensos combates e ataques a infraestrutura civil.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou neste domingo (12) que conversou novamente por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar do reforço da defesa aérea ucraniana, de novas ações militares de longo alcance e da cooperação em energia e gás. Foi a segunda conversa entre os dois líderes em dois dias, em meio à intensificação dos ataques aéreos russos.

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“Acabei de falar com o presidente Trump pela segunda vez nos últimos dias. Estamos trabalhando em detalhes com os Estados Unidos para fortalecer nossa defesa — os sistemas Patriot, antes de tudo, e outras capacidades, incluindo nossas ações de longo alcance”, disse Zelensky em seu pronunciamento noturno.

Tomahawks e pressão sobre Moscou

O líder ucraniano afirmou que o Kremlin demonstra temor com a possibilidade de Washington fornecer mísseis de cruzeiro Tomahawk às forças de Kiev — um sinal, segundo ele, de que a pressão diplomática e militar pode ajudar a avançar nas negociações de paz.

“A Rússia está com medo de que os americanos nos deem Tomahawks. Esse é um sinal de que esse tipo de pressão pode funcionar em favor da paz”, declarou.

Zelensky destacou que Trump e ele concordaram em manter equipes militares e técnicas trabalhando em conjunto nos próximos dias, inclusive nas áreas de energia e gás, essenciais para garantir o abastecimento durante o inverno.

“Agradecemos o apoio e contamos com resultados concretos”, afirmou.

Avanço das tropas ucranianas

Zelensky também informou que as forças ucranianas avançaram mais de três quilômetros em novas ofensivas no leste e no sul do país, especialmente nas regiões de Dobropillia, ao norte de Pokrovsk, e na frente de Zaporizhzhia, perto de Orikhiv.

“Os russos estão tentando compensar com ataques aéreos o que não conseguiram em terra durante a primavera e o verão. Nossos soldados estão fazendo um trabalho extraordinário, segurando a linha e retomando posições importantes”, disse o presidente.

Reação russa e posição americana

O Kremlin reagiu com “profunda preocupação” ao possível envio de mísseis norte-americanos de longo alcance, afirmando que o conflito chegou a um momento “dramático de escalada”.

Trump havia dito no início da semana que avaliaria o envio dos Tomahawks com cautela, enfatizando que não quer uma escalada militar.

A guerra, que entrou em seu terceiro ano de combates intensos, segue concentrada nas regiões do leste da Ucrânia, com bombardeios contínuos e ataques a infraestrutura civil e energética, enquanto Kiev tenta garantir apoio ocidental para manter o ritmo da contraofensiva.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.