
Dez pessoas foram vítimas de balas perdidas nos seis primeiros dias de 2026 na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O número corresponde a 23% dos 44 baleados registrados nesse período e representa o maior total para o início de ano dos últimos dez anos. Os dados são do Instituto Fogo Cruzado.
A violência marcou o começo de 2026 ainda no dia 1º de janeiro. Sete das dez vítimas foram atingidas durante as comemorações de Réveillon, em diferentes pontos da região metropolitana, evidenciando o risco associado a disparos de arma de fogo em meio a festas e aglomerações.
Entre os casos está o de Tony Viegas Noronha, de 47 anos, que morreu após ser baleado durante a queima de fogos em São Gonçalo. O episódio reforçou o alerta sobre o impacto da violência armada mesmo em momentos tradicionalmente associados à celebração.
Outro caso que chamou atenção foi o de uma criança atingida durante um ataque a tiros em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A vítima foi socorrida, e o caso segue sob investigação.
Segundo o Instituto Fogo Cruzado, os números expõem a persistência da violência armada no início do ano e reacendem o debate sobre políticas de segurança pública e prevenção de disparos em áreas urbanas densamente povoadas.