
Desabamento de parte de um casarão localizado entre as ruas Senador Pompeu e Visconde da Gávea
Reprodução
Cento e cinquenta e oito solicitações para vistorias em imóveis com ameaça de desabamento foram registradas neste ano somente no Centro e no Centro Histórico do Rio de Janeiro.
No munícipio como um todo, o número de pedidos teve uma redução em comparação com mesmo período do ano passado. Em 2025, foram 1710 solicitações feitas através do 1746. Já em 2024, foram 2161. Apesar da queda no número, o índice ainda é alto.
Um dos prédios que enfrenta riscos de desabamento está localizado na Praça da República, na altura do número 22. O imóvel, que é de propriedade da UFRJ e está cedido ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, está abandonado há pelo menos 15 anos e tem resquícios de obras inacabadas. O local já abrigou a Escola de Eletrotécnica e a Escola de Comunicação da UFRJ. Em 2018, o Instituto solicitou formalmente a rescisão amigável do Termo de Cessão de Uso de Imóvel. O contrato de cessão de uso tem vigência prevista até 2032.
Em fevereiro, o Iphan afirmou à BandNewsFM que estavam sendo realizadas obras de manutenção e iriam ser iniciados serviços estabilização do prédio. Porém, o motorista de aplicativo, identificado apenas como Laerte, afirma que não vê nenhum serviço sendo feito no local.
Moradores e trabalhadores da região lamentam a situação e afirmam que a falta de reforma gera insegurança e riscos para a população.
Um levantamento de 2023 da ONG SOS Patrimônio aponta que, na época, mais de 600 prédios já estavam abandonados no Centro, revelando que o problema já é antigo.
Em maio deste ano, a Prefeitura anunciou o programa Reviver Centro Patrimônio Pró-APAC. A iniciativa prevê a desapropriação e redistribuição de imóveis degradados na região para reformas em parceria com o setor privado. Porém, ela ainda não foi implementado. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, o projeto está em fase de ajustes finais.
O fundador da SOS Patrimônio, Marconi Andrade, acredita que o projeto não vai conseguir contemplar todos os imóveis com o programa e não prevê uma melhora rápida no atual cenário.
Atualmente, 67 imóveis esperam por vistoria da Defesa Civil para ameaça de desabamento. 5 deles estão localizados no Centro.
Em nota, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informa que, em junho de 2025, firmou contrato com uma empresa de engenharia, no valor de aproximadamente R$ 73 mil, para promover ações emergenciais no prédio citado.
No momento, o Instituto está concluindo as negociações para o uso do estacionamento do Museu da Casa da Moeda como canteiro de obras. A expectativa é que a obra comece no mês de agosto.
Paralelamente, esta autarquia iniciou tratativas junto à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para a aplicação do mesmo valor em outras ações emergenciais no prédio. Para estas ações, a superintendência do Iphan no Rio de Janeiro sugeriu serviços de análise e eventual novo escoramento da cúpula da torre.
A reportagem aguardo posicionamento da Prefeitura.
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