
Os trabalhores acima de 40 anos são a maioria.
Valter Campanato/Agência Brasil
Pela primeira vez desde 2012 aumenta a taxa de adesão à sindicatos no país entre o pessoal ocupado no mercado de trabalho. Os dados são da PNAD Contínua: Características Adicionais do Mercado de Trabalho, de 2024, divulgados nesta quarta-feira (19), pelo IBGE.
Em 2024, dos 101,3 milhões de ocupados do país, 8,9% eram associados a sindicatos. No ano anterior, o percentual era de 8,4%.
As regiões Sul e Sudeste influenciaram diretamente no aumento de sindicalizados entre 2023 e 2024. Neste período, a taxa de adesão sindical nessas duas localidades subiu de 9,3% para 9,8% e de 7,9% para 9,2%, do total de ocupados, respectivamente.
O pesquisador do IBGE, William Kratochwill, diz que adesão mostra que os trabalhadores estão percebendo a necessidade de se organizar e de lutar pelo direito dos profissionais.
As mulheres também continuam registrando a maior adesão sindical. O IBGE ainda pesquisou a faixa etária do perfil sindical no Brasil. Os trabalhores acima de 40 anos são a maioria.
Em relação a escolaridade entre sindicalizados, é possível perceber que quanto menor nível de instrução, mais baixa é a associação a sindicatos. A taxa de sindicalizados entre ocupados no mercado de trabalho com ensino superior completo ficou em 14,2% do total, enquanto que a dos sem instrução e fundamental incompleto era de 7,6%.
Por outro lado, em relação a 2012, todos os grupamentos de atividades apresentaram queda na sindicalização. Em termos de taxa, a maior queda foi no grupo de Transporte, armazenagem e correios, que em 12 anos registrou redução de 12,4, seguido pela Indústria geral, que passou de 21,3% para 11,4%.
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