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Advogada ligada ao tráfico é alvo de operação da PF na UFRJ

Polícia Federal investiga desvio de R$ 22 milhões em pensões e aposentadorias de servidores da universidade

YASMIN BACHOUR

30/10/2025 • 10:10 • Atualizado em 30/10/2025 • 10:10

Material apreendido pela PF em operação

Material apreendido pela PF em operação

Divulgação

Uma das investigadas na Operação Capgras, deflagrada nesta quinta-feira (30) pela Polícia Federal, é a advogada Lorrane Alves da Silva Cardoso, apontada como companheira de Leonardo da Silva Faria, o Léo da Kelson, ligado à cúpula do Comando Vermelho. Ela também teria visitado o traficante Marcinho VP no presídio.

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A operação mira um grupo suspeito de fraudar pensões e aposentadorias de servidores falecidos da UFRJ, incluindo ex-professores da instituição.

Até o momento, quatro pessoas foram presas.

De acordo com a PF, o esquema teria movimentado cerca de R$ 22 milhões entre 2022 e 2024, por meio de falsificação de documentos, estelionato e lavagem de dinheiro.

Os agentes cumprem cinco mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão em endereços na capital fluminense - incluindo Barra da Tijuca, Recreio, Piedade, Inhoaíba e Senador Camará - além de ações em Nova Iguaçu, Nilópolis, Mangaratiba e Mogi das Cruzes (SP).

As investigações indicam que o grupo usava laranjas e empresas de fachada para esconder a origem do dinheiro e se passava por familiares de ex-servidores para receber os benefícios. Há indícios de que parte dos valores desviados foi repassada a integrantes da facção Comando Vermelho.

O inquérito começou após a denúncia de um pensionista da UFRJ, que percebeu a inclusão irregular de outro beneficiário em sua pensão. A própria universidade realizou uma auditoria e identificou outros casos semelhantes, estimando prejuízo de R$ 1,2 milhão.

A Polícia Federal informou que não descarta o envolvimento de servidores de outros órgãos públicos.

Os suspeitos podem responder por falsificação de documento público, estelionato, uso de documento falso, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A Operação Capgras é conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (DELEFAZ), com apoio do Núcleo de Identificação da PF no Rio de Janeiro.

A UFRJ foi procurada pela BandNews FM Rio e ainda não se manifestou.

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