
Pastora é denunciada por intolerância religiosa após vídeo nas redes sociais
Reprodução/Internet
Uma pastora com mais de quarenta mil seguidores em uma rede social é acusada de proferir falas ofensivas contra religiões de matriz africana, ao associar símbolos sagrados a doenças e práticas negativas. A denúncia, registrada como preconceito de cor, raça, etnia, religião ou procedência nacional, foi formalizada junto à Polícia Civil pelo advogado Ricardo Nunes, membro da Comissão da Advocacia do Axé da OAB-RJ.
As declarações de Marlete Nascimento foram feitas em um vídeo publicado na internet no início da semana. Na gravação, a pastora comenta sobre peças comercializadas por uma rede de lojas e sugere que acessórios e roupas da marca estariam ligados a elementos espirituais malignos.
Para o babalorixá Pai Júnior de Oyá, a fala da pastora não se trata de opinião religiosa. Segundo ele, as declarações configuram crime por desrespeitar símbolos sagrados e reforçar estigmas históricos contra praticantes de religiões de matriz africana.
O advogado Ricardo Nunes, que também é vice-presidente da Comissão da Advocacia do Axé, informou que, além do registro de ocorrência, o vídeo foi denunciado às plataformas digitais. Até a noite desta sexta-feira (16), o conteúdo seguia disponível na internet.
Segundo Nunes, houve tentativas de contato com a pastora para alertar sobre o caráter intolerante das declarações. Ele destacou ainda que o Brasil carrega um histórico de repressão e discriminação contra religiões de matriz africana.
O caso é acompanhado pela Comissão da Advocacia do Axé da OAB-RJ, que avalia novos encaminhamentos junto às autoridades. A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.
A BandNews FM tenta contato com a pastora Marlete Nascimento.
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