
Aeroporto Internacional Tom Jobim / Galeão
Reprodução/RioGaleão
O Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, já recebeu 1,5 milhão de turistas internacionais em 2025, quantidade que foi obtida em todo o ano passado. A afirmação do presidente da concessionária RIOGaleão, Alexandre Monteiro, foi compartilhada durante cerimônia de assinatura do termo que ajusta o contrato de concessão do terminal.
O leilão para definir a nova concessionária responsável pela administração do Galeão até 2039 deve acontecer até março do ano que vem. Antes disso, o Ministério de Portos e Aeroportos assinou nesta quinta-feira (25) o termo com ajustes no contrato da concessão atual.
O acordo acontece após a concessionária RIOGaleão pedir a relicitação da concessão em 2022, devido à demanda de passageiros ser muito inferior ao previsto no contrato. No entanto, no ano seguinte, o grupo controlado pela empresa Changi, de Singapura, manifestou interesse em seguir administrando o Galeão, mas com mudanças contratuais.
Entre as alterações aprovadas pelo Tribunal de Contas da União em junho deste ano, está a saída da Infraero da concessão. No contrato anterior, a estatal detinha 49% das ações, enquanto 51% pertenciam a Changi.
O documento também define o fim do pagamento de uma outorga fixa, que antes era de um bilhão de reais por ano. Agora, a concessionária deve pagar anualmente 20% da outorga variável, calculada sobre o valor da receita bruta.
Para o secretário executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, as mudanças estão seguindo a realidade do mercado, já que a concessionária RIOGaleão assumiu o aeroporto em 2014.
Esse ambiente de consensualismo, que está sendo construído e consolidado no nosso país, é muito importante. Porque se tem uma coisa que a gente tem certeza num contrato de 30, 35 anos, é que a realidade dos fatos mudam. E a gente precisa, o poder público precisa estar atento à realidade das mudanças do mercado pra que a gente possa dar segurança jurídica pra quem quer investir no nosso país.
No leilão do ano que vem para definir a nova administradora do Galeão, existe a possibilidade de que o grupo atual permaneça. Em agosto, a empresa Vinci Compass comprou 70% da participação da Changi no aeroporto, assumindo o comando do consórcio.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, diz que a concorrência será democrática, mas que os atuais administradores possuem conhecimento sobre o funcionamento do terminal.
A gente entende que o leilão é democrático, que todos terão o direito de participar. Mas é natural que a Vinci, por estar operando o aeroporto, como a Changi, eles tenham naturalmente o maior conhecimento da operação. Mas eu acho que é torcer que, ao final, dê tudo certo e que a gente tenha esse ativo preservado, que é o desejo de todos nós. Acho que é uma vitória do povo do Rio de Janeiro.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, também acredita que a entrada da Vinci pode transformar o Galeão no principal aeroporto do país.
Tenho certeza que a entrada da Vinci traz uma perspectiva diferente. Eu fui há dois anos atrás, a gente foi passar um dia em Singapura para conversar com os singapurenses, e é uma conversa estranha. Porque o sujeito tem lá um aeroporto enorme, mas é difícil, o cara não está aqui no Brasil, não sabe da realidade do país. Então, a gente ter uma empresa com as características da Vinci, radicada aqui mo Rio de Janeiro, com amor ao Rio de Janeiro, não tenho dúvida nenhuma que isso vai gerar enormes oportunidades e nós vamos nos consolidar como principal aeroporto do país, porque é isso que o Galeão representa.
O lance mínimo previsto para o leilão do ano que vem é de R$ 932 milhões.
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