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Antiga Pró-Matre é demolida para dar lugar ao Centro Cultural Rio-Áfricas

Novo espaço na Gamboa valoriza memória do Cais do Valongo e terá jardim e terraço

ROBERTA CAMARGO

21/11/2025 • 17:12 • Atualizado em 21/11/2025 • 17:12

O Centro Cultural Rio-Áfricas faz parte de várias modificações urbanas apresentadas nesta quinta-feira pela Prefeitura.

O Centro Cultural Rio-Áfricas faz parte de várias modificações urbanas apresentadas nesta quinta-feira pela Prefeitura.

Marcelo Piu

Parte da fachada da antiga maternidade Pró-matre, na Gamboa, na Região Central do Rio, começou a ser destruída nesta sexta-feira, para dar lugar ao Centro Cultural Rio-Áfricas. O prédio terá três andares, um jardim arborizado e um terraço com vista para o cais. Um imóvel cheio de simbolismos, como explica o arquiteto Marcus Damon

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Com orçamento de 20 milhões de reais, a obra é uma contrapartida aos prédios residenciais que a construtora Cury levanta pela cidade, vários deles na Gamboa, como pontua o secretário de desenvolvimento econômico, Osmar Lima.

O novo centro cultural vai ficar na Avenida Venezuela, na altura da Rua Barão de Tefé, onde fica o Cais do Valongo. O local passa por um processo de revitalização desde 2011, em um investimento que supera 30 milhões de reais.

Principal ponto de desembarque de pessoas negras escravizadas no país, o Cais do Valongo ficou soterrado por quase dois séculos e só foi redescoberto durante as obras do Porto Maravilha.

Também conhecido como pequena áfrica, o cais é um território de memória, identidade e resistência, essencial para a história do rio, do país e do mundo, como destaca o prefeito Eduardo Paes.

O Centro Cultural Rio-Áfricas faz parte de várias modificações urbanas apresentadas nesta quinta-feira pela Prefeitura. Na quinta-feira (20), o município apresentou o Projeto Onze Maravilha, que inclui a derrubada do Elevado 31 de março.

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