
O dono do parque de diversões onde um jovem de 19 anos morreu em Petrópolis, na Região Serrana, é o mesmo responsável por outro parque, que também registrou um acidente com morte em 2023.
Na madrugada deste sábado (3), três pessoas ficaram feridas após problemas nos equipamentos de segurança de um dos brinquedos do Crazy Park, montado no distrito de Itaipava.
As vítimas foram encaminhadas para a Unidade de Pronto Atendimento da região, mas João Victor Souza Trindade da Silva teve múltiplas lesões e não resistiu. Outras duas mulheres foram atendidas e liberadas.
Testemunhas que estavam na hora afirmam que João foi arremessado e arrastado pelo brinquedo.
Após o acidente, a Prefeitura de Petrópolis cassou o alvará do parque.
A Polícia Civil investiga o caso. Uma perícia foi feita no local durante a madrugada e os agentes tentam esclarecer o que provocou a morte do jovem.
Na avaliação do especialista em gerenciamento de riscos Gerardo Portela, a investigação deverá identificar se houve alguma falha na trava de segurança do brinquedo.
Em nota, a defesa do Crazy Park disse que fez o atendimento emergencial dos envolvidos e está prestando assistência aos envolvidos. A empresa também afirmou que atende a todos os protocolos de segurança exigidos pela legislação e está colaborando com as investigações.
Em fevereiro de 2023, uma mulher morreu após um acidente em outro parque que pertence ao mesmo sócio, Célio de Jesus Campos. Isabele Belmonte, de 26 anos, foi arremessada para fora de um brinquedo e morreu. O Super Star Park funcionava no estacionamento do Bangu Shopping, na Zona Oeste do Rio, e não tinha alvará da Prefeitura do Rio. Segundo o advogado do parque, o grupo prestou assistência à família de Isabele e negocia o valor da indenização.